08 de julho de 2026
Bairros

Defesa Civil pode acolher

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

Dois ginásios de esportes do município foram colocados à disposição da Defesa Civil do município para o caso de uma situação de emergência. No entanto, o responsável pelo órgão, Álvaro de Brito, acredita que não será precisará recorrer às quadras cobertas durante a nova temporada de águas que se inicia. “Tenho mantido contato diário com o IPMet e, do ponto de vista técnico, as chuvas estarão dentro da normalidade, ou seja, haverá alagamentos e inundações, mas nada que seja muito grave”, prevê.

De acordo com Brito, há três anos não é registrado nenhum caso de desabrigamento em Bauru. No entanto, o último ano contabilizou 12 desalojados, pessoas que abandonam suas residências temporariamente até que a chuva se acalme e os riscos diminuam. “Para os próximos meses, não creio que teremos pessoas desabrigadas, mas é bastante possível que tenhamos casos de desalojamentos”, supõe. Ele explica que as águas não precisam ser muito intensas para provocar estragos, basta que caiam com freqüência, pegando o solo num momento inoportuno, já encharcado.

Brito aponta os bairros que têm maior potencial de sofrerem grandes prejuízos. Entre eles está a Vila São Manuel, que em 1994 deixou 237 pessoas sem local para morar. “A situação naquela área é preocupante porque o acesso principal pode alagar completamente”, explica. Atualmente o bairro tem 26 barracos, segundo os cálculos do coordenador da Defesa.

O Parque Jaraguá, Jardim Andorfato e Jardim Filomena também se encontram em situação crítica, pois são cortados pelos córregos da Lagoa e da Grama que, quando inundam, provocam deslizamentos e ameaçam derrubar as residências. “Embora tenham sido realizados desvios nos cursos dos rios, o certo seria retirar os moradores de lá”, avalia.

O Parque das Nações, na região Sul, está na mesma situação. Ao todo, são 28 moradias próximas ao rio que correm perigo de serem inundadas. “Dependendo das condições das chuvas, aquele bairro pode sofrer as conseqüências”, diz Brito enquanto recorda que o lixo que é despejado naquele córrego pode agravar ainda mais o problema.

Já o Jardim Ivone, com 96 barracos no total, é ameaçado por grandes erosões no fundo da favela, que se transformaram em via de travessia da população. “Até mesmo as crianças passam pelo local para irem às escolas”, constata.