• Dança dos números
Representantes da Construção Civil apresentaram ontem, na Câmara, alternativa para a revisão na planta genérica do IPTU revelando maior foco no valor do metro quadro das construções, a chamada tabela de edificações, para a qual foi proposta a aprovação com base em 50% do valor que a prefeitura deseja. Edmundo Albuquerque, secretário de Finanças, concorda, mas quer 80% na tabela de terrenos.
• Contra especulação
Edmundo Albuquerque tem um levantamento que mostra que a revisão com aplicação de percentuais diferentes para os terrenos e as construções deve levar em conta a maior inadimplência de quem paga só por ter lotes (40% contra 20%). Ou seja, para equilibrar a cobrança e ser mais duro com quem especula nos terrenos, seria interessante aplicar os 80%, contra os 70% propostos pelas entidades.
• Revisão de Tidei
O ex-prefeito Tidei de Lima (PV) disse ontem que durante seu governo foi feita uma revisão da planta de valores do IPTU. Segundo ele, foi em 1994. Desta forma, rebate quem anda afirmando que a planta não é revisada há 15 anos. Tidei lembra que foram convocadas 60 imobiliárias, entidades dos setores que têm ligação com o tema (“inclusive sindicato dos trabalhadores”), com grande participação nos debates.
• A cada quatro anos
Tidei de Lima aproveitou a deixa para sugerir que conste em lei a obrigatoriedade de se reformar a planta genérica a cada quatro anos, por exemplo. “Poderia ser no segundo ano de cada governo, para dar mais condições de que a discussão seja feita da forma mais correta possível”, afirmou, ressaltando que a reforma feita em seu governo foi criteriosa.
• Acendendo velas
O prefeito Tuga Angerami (PDT) aproveitou a divulgação de busca de parceria com evangélicos para ampliar o oferecimento de vagas em creches em 2006 para comentar que é preciso “rezar e acender velas” para que entre dinheiro suficiente para pagar o salário de 1 de janeiro dos servidores. “O precatório fica para 2006, não tem jeito”, adiantou.
• Sininho da Mesa
Aparentemente, os vereadores estavam inspirados na sessão de ontem. Várias vezes os parlamentares se aproximavam da mesa do presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), e esperavam acabar o tempo do orador para tocar uma sineta que fica ali. Cada vez que tocavam o sino, os vereadores riam, sem motivo aparente, talvez como reflexo da última sessão ordinária do ano ou do nervosismo da indefinição quanto ao IPTU.
• Ironia de Faria Neto
Discussões à parte, o líder do prefeito na Câmara, Faria Neto (PDT), disse ontem que o vereador Marcelo Borges (PSDB), líder da oposição, deve sair candidato a deputado federal. Resta saber se ele falava sério ou estava ironizando o colega, que ainda ontem ameaçou segurar um pouco mais o projeto de reforma da planta do IPTU.
• Dia de lançamentos
O vereador Paulo Madureira (PP) foi além e disse que havia quatro candidatos no plenário. Rodrigo Agostinho (PMDB), Majô Jandreice (PC do B), Marcelo Borges (PSDB) e o próprio Faria Neto fazem parte da lista de Madureira. Madureira estava ironizando ou jogando gasolina na fogueira?