09 de julho de 2026
Bairros

Animais do Bosque da Comunidade vão ser castrados e vacinados

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

Após diversas reclamações de moradores e freqüentadores e outras tantas tentativas da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) em retirar os gatos, cachorros e pombos que vivem no Bosque da Comunidade Dona Sarah, a solução encontrada será castrar, vacinar e monitorar os animais que lá habitam. Além disso, haverá fiscalização para que outros bichos não sejam despejados no local.

No final de 2004, o JC fez uma ampla reportagem relatando a reclamação dos moradores e freqüentadores quanto ao número de gatos - que já chegou a mais de 40 - e pombos habitando o parque destinado a passeios, caminhadas e diversão infantil. Desde então, a Semma mobilizou funcionários da própria secretaria e voluntários da União Internacional de Proteção aos Animais (Uipa) na tentativa de reduzir a população de bichos do local.

“Não adianta retirarmos os animais do bosque e algumas pessoas levarem outros animais para lá”, afirma o secretário de Meio Ambiente Carlos Barbieri. De acordo com ele, a Uipa, em parceria com a Semma, já organizou até uma feira para proporcionar a adoção dos gatos que foram retirados do bosque.

Como os animais não vacinados podem transmitir algumas doenças, como a toxoplasmose, a Semma buscou auxílio do Departamento de Saúde Coletiva para, juntos, sanarem o problema. Segundo Barbieri, a primeira medida será a abertura de licitação para a contratação de um consultor técnico, que fará o planejamento para monitorar os bichos com a ajuda de microchips. “Além disso, os gatos que já vivem no bosque serão castrados e vacinados”, conta.

O secretário afirma que a principal medida para que o problema seja sanado em breve é a fiscalização, ou seja, não permitir que novos gatos e cachorros sejam “despejados” no bosque. “Estamos estudando medidas de fiscalização, como a implantação de câmeras de segurança, mas os próprios moradores da região podem denunciar, pois abandonar animais é maus-tratos, é crime ambiental”, explica.

Freqüentadora assídua do Bosque da Comunidade durante 11 anos, Ana Maria Mendonça está proibida por recomendação médica de passear na área verde. Segundo conta, ela contraiu uma doença denominada fibrose pulmonar por conta das fezes dos pombos que habitam o bosque. “Tenho uma pré-disposição genética para a doença, mas o pneumonologista explicou que a pulverização constante das fezes dos pombos acelerou meu problema”, diz.

Com relação ao grande número de pombos, Barbieri explica que as medidas apropriadas serão tomadas a partir dos dados e relatórios apresentados pelo consultor técnico.