09 de julho de 2026
Nacional

Juíza aceita denúncia contra a Daslu

Por Cláudia Rolli | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A juíza Maria Isabel do Prado, da 2.ª Vara Federal de Guarulhos, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra a proprietária da Daslu, Eliana Tranchesi, seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da butique, e os donos de quatro importadoras: Multimport, Kinsberg, By Brasil, Todos os Santos.

Para a Justiça Federal, eles são réus e vão responder a processo criminal em que são acusados de crimes de fraudes na importação da loja, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Nas 67 páginas da denúncia encaminhada na última quinta pelos procuradores Matheus Baraldi Magnani e Jefferson Aparecido Dias, a pena mínima prevista para Tranchesi e seu irmão, se condenados em todos os supostos crimes, é de 21 anos cada um.

Essa pena é calculada se somadas as punições para os crimes de formação de quadrilha, descaminho aéreo consumado (quando a loja fez a importação de forma subfaturada), descaminho aéreo tentado (tentou fazer a fraude, mas não conseguiu) e falsidade ideológica (as faturas eram emitidas em nome das tradings, e não da verdadeira importadora, a Daslu).

Para os donos das tradings, as penas variam de 2 a 14 anos. São eles: Celso de Lima (ex-contador da loja e proprietário da importadora Multimport), André de Moura Beukers (Kinsberg e responsável por criar o setor de importação na Daslu), Christian Polo (By Brasil) e Rodrigo Nardy Figueiredo e Roberto Fakhouri Junior (sócios da Todos os Santos e ex-funcionários da Daslu).

Após aceitar a denúncia do MPF e abrir o processo criminal, a juíza pode convocar os acusados para depor ainda neste ano. Na semana passada, os procuradores afirmaram que acreditam que parte dos depoimentos deve ocorrer até o dia 20 deste mês, quando a Justiça entra em recesso. Se não forem marcados até lá, devem ocorrer só após 6 de janeiro, quando acaba o recesso.

Em julho, a Daslu foi alvo da Operação Narciso, que contou com 250 policiais e 80 auditores da Receita. Tranchesi foi detida por 12 horas. Seu irmão e Celso Lima, por cinco dias.