São Paulo - Antônio Claudio Mariz de Oliveira, advogado da Daslu, confirmou à reportagem o recebimento da denúncia e disse que a empresária Eliana Tranchesi e seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque ainda não foram convocados para depor. “Vamos examinar o conteúdo da denúncia para demonstrar a improcedência das acusações”, disse Oliveira.
O advogado afirmou que Tranchesi e seu irmão estão “muito aborrecidos”. “Os dois estão sofrendo (com as acusações). Mas também estão trabalhando intensamente e muito confiantes”, afirmou. Rui Celso Reali Fragoso, que também é advogado da Daslu, acredita que o processo possa levar até dois anos para ser concluído. “É um caso de complexidade. Agora, vamos analisar objetivamente por que o Ministério Público chegou à conclusão de que houve falsidade ideológica, formação de quadrilha e cada uma das acusações citadas. Temos de tomar conhecimento de cada fato citado”, disse Fragoso.
Os procuradores Matheus Baraldi Magnani e Jef-ferson Aparecido Dias encaminharam 2.300 páginas à Justiça em que mostram que a Daslu “montou uma verdadeira organização criminosa” para subfaturar os preços das mercadorias importadas e fugir do pagamento de impostos.
“Acredito que havia necessidade de um recato maior do MPF (na divulgação da denúncia). Nem sempre as pessoas são culpadas ou culpadas no grau demonstrado. Só que, quando é expedida a sentença, já é tarde demais. A imagem já foi abalada”, disse Oliveira.