08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Marcondes Salgado


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Não poderia deixar de escrever mais relatos a respeito da rua Marcondes Salgado em épocas de outrora, pois recebi incontáveis declarações de saudosismo e até lagrimas de recordações de familiares e amigos, citados na primeira narrativa. Volto a afirmar o valor histórico e sentimental para boa parte da população de Bauru dessa importante artéria. Quero reelembrar o saudoso sr.Totó, da casa Paulicéia, o empório do Sebastião, o sr. Antonio Maintinguer, saudoso expedicionário do Exército e sua esposa dona Marcela, pais do doutor Ubirajara Maintinguer; o sr. Góes Aparecido Canedo, também expedicionário e sua saudosa esposa dona Aparecida Vermelho, sr. Renato Perezin e dona Nega, sr. Pascoal Fuzeti e dona Catarina, na quadra nove funcionou a casa Brasil-Líbano, cujo proprietario foi Kalil Obeid, dona Jamile e seus filhos, e ali comerciavam sapatos e roupa. Seu Kalil era um libanês muito simpático, morador na Vila Antarctica, perto do quartel da Polícia Militar, tinha muitos amigos e todas as tardes fazia sua caminhada até a biquinha da antiga Anderson Cleiton, sempre acompanhado de seu fiél escudeiro, um cão preto e branco de nome rebelde que saudade.

Recordo também do Emporio Favorita secos e molhados, da dona Néza, onde posteriormente funcionou o bar de meu tio Damião. Por sua estratégica localização a rua tornou-se referência na cidade, a igreja cruzada nacional de evangelização, localizada na confluência com a Nações Unidas, foi uma das pioneiras, tendo como seu líder o pastor Jaime Paliarin e sua esposa dona Nanci, e depois o pastor muito querido Herminio Baltasar Batista. Quero citar ainda a alfaiataria do Abelardo e dona Leogilda, baterias Durex, de Antonio Crepaldi, Almeidinha da engenhoca, o protético Albertinho e a Marleninha, o sr. Geraldo Ferreira, gerente por muitos anos da compania Antarctica, sr. Valdemar e seu José, antigos barbeiros, pioneiros. Também a familia Mondelli tinha uma venda em frente à Anderson Cleiton, na década de quarenta, sendo seus proprietaários dona Rosa e seu Vangélio Mondelli, isso relatado pelo sr.Guri. Recordar é viver, como dizia o poeta, tenho mais a acrescentar em outra oportunidade...

José Eduardo Fernandes Ávila - morador na Vila Antártica