A corrupção em nosso país tem mil e uma utilidades. Age como uma tampa que explode na chaleira fervente e nos faz ver características antes obscuras. A primeira descoberta é a desimportância da nossa indignação. De que é feita a nossa indignação? Ela é feita de sentimentos difusos, de véus e rendas lacrimosas e abstratas. Nossos sentimentos são abstratos, o desvio de verbas públicas é concreto. Nossa dor é moral, a propina é real.
Que a corrupção é preocupante, todos sabemos, entretanto, não nos esquecemos de que nunca se revelou e desmascarou tanto como ocorre nos dias de hoje. Apesar destes níveis, acima de tudo alarmantes, estarem elevados, a verdade solar é que não podemos esmorecer e de forma apática, aceitarmos passivamente toda essa situação.
Impunidade e violência também se tornam mazelas de um Brasil totalmente inseguro. Insegura é a nossa política, que está longe de merecer os investimentos necessários. E a Policia Federal, tida como a mais eficiente, está submetida a um quadro de penúria. Resta alguma duvida de que algo precisa ser feito urgentemente? É imperativo dar um basta a essa vergonhosa situação por que passamos!
Muda, pois quando mudamos, o mundo muda conosco. Transformamos o mundo na mudança da mente. E quando a própria faculdade mental muda, avançamos. E quando ordenamos, tornamo-nos sujeito e não predicado. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na metamorfose de postura ficamos mais seguros, na possibilidade de o presente se moldar ao futuro. Até quando ficaremos mudos? Transforme-se, pois o medo é um modo de fazer censura. Até quando ficaremos sem faze nada?
Tiago Vinício Alves - estudante - RG 44.436.264-2