09 de julho de 2026
Geral

Apesar da genética, quadrigêmeos têm comportamentos diferentes

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Filhos dos mesmos pais, Cecília e Ronaldo Gifalli, os quadrigêmeos Marina, Giovana, Juliana e André, 10 anos, apesar de histórico familiar semelhante, têm comportamentos diferentes. Giovana e Juliana, inclusive, partilharam a mesma placenta, são univitelinas, e nem por isso têm a mesma personalidade e interesses.

A começar pelo visual, as roupas nunca foram iguais e na escola, nem sempre compartilharam a mesma classe: “houve um ano, inclusive, que estivemos divididos em três classes”, recorda Marina.

Os interesses alimentares e esportivos se misturam. “Eu não sou muito ligado em frutas, mas procuro tomar suco. Gosto bastante de mamão, mas de banana, não”, diz André. Juliana só não gosta de jiló. “Mas a gente come até quiabo cru, direto do pé, na casa do meu tio”, conta Giovana. Marina é mais seletiva e prefere o tradicional arroz com feijão, tomates e verduras. “Suco, gosto bastante de limão com hortelã”, diz.

Gifalli também percebe as diferentes personalidades do quarteto, que apesar de conviver no mesmo ambiente, têm suas diferenças, o que é bastante saudável. Algumas coisas são compartilhadas, como por exemplo, o gosto pela leitura. “À noite, antes de dormir, eles mergulham nos livros que trazem da escola. Às vezes, eles pedem que eu leia as histórias”, diz.

Já a saúde da turma é bem equilibrada. “Eles quase não ficam doentes, mas quando nasceram, tiveram pneumonia, e todos pegaram. Só a catapora que pegou apenas a Giovana, outras doenças, como conjuntivite, todos pegavam”, lembra o pai. Mas sempre há os mais apressadinhos, na casa, a Giovana foi a última a nascer, porém foi a primeira a engantinhar, andar e a falar.

Mesmo com minutos de diferença, a personalidade e individual. “Juliana é líder, o André é o impulsivo, a Mariana e a Giovana são mais emotivas, mas todos nós somos estudiosos e gostamos de dormir até tarde”, brincam. “Quando eles nasceram, um amigo fez o mapa astral dos quatro. Interessante que ele apontou, na época, a liderança da Juliana”, recorda o pai.

Artista plástico e educador, Ronaldo Gifalli às vezes reflete sobre as diferenças. “Parece que fazem tudo junto, tudo igual. Mas a gente senta para almoçar, cada um tem seu ritmo, suas preferências. Um dorme mais, outro dorme menos, mesmo sendo do mesmo dia, têm muitas diferenças. Eu penso até que ponto é genético ou social? Até que ponto é uma maturação biológica ou de comportamento? Se eu fosse de outra área, já estaria com uma pesquisa pronta para publicação”, comenta Gifalli.