11 de julho de 2026
Política

35 anos depois, Estação de Tratamento de Água pode ser substituída por outra

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru avalia para 2006 a possibilidade de construir uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) ao lado da atual, localizada no Jardim Ouro Verde, perto da estação de captação do rio Batalha. A informação é do presidente da autarquia, José Clemente Rezende, que determinou a realização de estudo para verificar a viabilidade técnico-econômica do empreendimento que já foi proposto, sem sucesso, em administrações anteriores.

Segundo Rezende, o estudo não significará que as atuais reformas implementadas na ETA, orçadas em cerca de R$ 6 milhões e divididas em duas etapas, deixarão de ser feitas. “Há coisas que precisam ser imediatas, pois trata-se de uma estação com mais de 30 anos que tem precariedades. Mesmo assim, sugeri elaborarmos um estudo, que será feito pelos técnicos do DAE para ver qual seria o custo e se compensaria partir para a construção de uma nova ETA”, afirmou.

A ETA, onde a água bruta do rio Batalha é tratada para ser distribuída à população, foi inaugurada em 1970. Atualmente, ela produz cerca de 500 litros por segundo de água tratada e é responsável pelo abastecimento de 45% de Bauru – cerca de 140 mil habitantes.

Porém, a ETA apresenta uma série de problemas estruturais: desgaste de equipamentos, deterioração das lajes do fundo falso dos trilhos e trincas nas paredes dos decantadores, na canaleta de coleta de água filtrada e de entrada de água bruta.

O presidente do DAE explicou que o conceito das atuais estações de tratamento de água é de construções menores e mais compactas, privilegiando a modernização e a redução de custos. “A idéia inicial seria uma nova estação aproveitando estruturas da antiga, como os reservatórios e tanques de reservação e decantação. Entretanto, é algo que tem de ser muito bem analisado e com os pés no chão. Não dá para abandonar os projetos das reformas e construir outra. Se partirmos para essa outra opção, os resultados têm de ser altamente positivos e melhores que os projetos existentes atualmente”, considerou.

Mas, enquanto o estudo não é realizado, Rezende informou que o DAE planeja concluir, durante o primeiro semestre de 2006, mais quatro obras de modernização na ETA avaliadas, no total, em cerca de R$ 1,1 milhão. Entre elas, destacam-se as construções de uma unidade de pré-oxidação, com a instalação de duas bombas dosadoras, dois misturadores eletrostáticos e um sistema de geração de dióxido de cloro, e de uma casa de cloro-gás para pós-infecção com sistema de segurança contra vazamentos.

Também estão previstas a colocação de bombas dosadoras para aplicação de carvão ativado e a mudança do produto químico utilizado no tratamento da água bruta. Segundo Rezende, tais reformas na estação gerarão redução de custos com produtos químicos e, principalmente, no consumo de energia. “Após 30 anos, a técnica utilizada para o tratamento, bem como os dispositivos utilizados no sistema, se desatualizaram. Optamos pela substituição dos mesmos e, com as novas tecnologias, torna-se possível tratar uma vazão maior e melhorar a qualidade da água”, ressaltou o presidente do DAE.

Já o diretor de Produção do DAE, José Brazoloto, explicou que foi feita a opção de iniciar as obras pelas modificações do uso de produtos químicos, setor em que, conforme ele, se verificam gastos excessivos por falta de se conseguir dosá-los. “Exemplo disso é o sulfato de alumínio, hoje utilizado em forma granulada em sacos de 40 quilos que têm de ser carregados por funcionários a toda hora. Ele será adquirido em forma líqüida, com menor índice de impurezas, e vai ser armazenado em tanques de fibra para ser bombeado e dosado na água”, esclareceu.