A avenida Getúlio Vargas voltou a ser palco das grandes comemorações. Desta vez, ela foi tomada pelas cores vermelha, branca e preta do São Paulo Futebol Clube, que conquistou ontem seu terceiro título Mundial de Clubes. Duas semanas antes, o local havia sido invadido por corintianos para a comemoração do título do Campeonato Brasileiro.
Prevendo uma grande concentração de torcedores, a Polícia Militar interditou duas quadras da avenida para garantir tranqüilidade aos tricolores.
Assim que o jogo terminou, a presença da torcida ainda era tímida, mas aos poucos todas as ruas que davam acesso a avenida transformaram-se em corredores para os são-paulinos que chegavam de toda parte com bandeiras e vestindo camisetas do clube.
Carros e motos se encarregaram do buzinaço, enquanto o hino do São Paulo era executado a exaustão. Na comemoração, os torcedores aproveitaram para ironizar a prepotência dos ingleses do Liverpool, que às vésperas da decisão julgaram-se imbatíveis.
“Em 1992 e 93, foi a mesma coisa. Os ‘caras’ menosprezaram o São Paulo. Mas não teve jeito. Os europeus podem ter os melhores clubes do mundo, mas quando eles enfrentam os brasileiros eles tremem”, desabafou Mauro Henrique Pereira Pinto, referindo-se também aos títulos conquistados sobre o Milan e Barcelona. A exemplo de ontem, em 92 e 93 o São Paulo também não era o favorito para a conquista do título.
Embrulhado em uma bandeira já com a terceira estrela dourada sobre o distintivo do clube, Pereira Pinto não conseguia conter a satisfação. “Agora, podemos ficar dez anos sem ganhar mais nada. Chegamos ao topo do futebol mundial. Ninguém tem mais título do que o São Paulo”, exultava.
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Opinião do torcedor
O que achou da decisão do Mundial de Clubes?
“Esse é o dia mais feliz da minha vida. Não tem nada que se compara a isso”. Daniel Reghini
“Faz 12 anos que esse grito estava entalado na garganta”. Daniel Andrade
“Foi muito sofrimento, mas o título do São Paulo e incontestável”. Bruno Senna
“A emoção é inexplicável. Esse título foi para meu pai (são-paulino fanático morto em fevereiro). Renata De Conti
“Somos tricampeões do mundo sem precisar comprar o título”. Mário Abelha
“É a melhor coisa do mundo. Quando o time ganhou em 92 e 93, eu era muito pequeno”. Rodrigo Montanher.