“Muitos minutos rodando para encontrar uma vaga na rua e pagar pela área azul quase o mesmo preço que é pago em um estacionamento com segurança”. A afirmação feita pelo empresário Valdomiro Alves Santos Filho reflete o pensamento de muitos outros proprietários de estacionamentos no centro da cidade.
Apesar do otimismo dos comerciantes em relação às vendas das festas de final de ano, o impacto positivo ainda não foi percebido pelos empresários do setor de “garagem”, no jargão do ramo.
De acordo com o empresário Wagner Villanova, o movimento está muito ruim. “Diminui bastante em relação ao ano passado, principalmente em conseqüência do aumento da concorrência”, explica. Ele conta ainda que os novos estabelecimentos baixaram preços para ganhar clientela e acabaram forçando os demais estacionamentos a fazerem o mesmo.
Santos Filho acredita que a concorrência é “predatória”, pois muitos empresários do setor têm estabelecimentos próprios. “Eu preciso pagar aluguel, portanto, não posso baixar o preço além dos R$ 1,00 a hora que cobro”, salienta.
Segundo apurado pela reportagem, os preços variam de R$ 1,00 a R$ 3,00 por hora, podendo baixar conforme o aumento no tempo de uso. A maioria dos estacionamentos também aceitam permanência inferior a uma hora. Neste caso, os preços variam de R$ 0,50 a R$ 0,75.
“Não está bom. O movimento aumenta nesta época do ano, mas não chega nem perto do movimento de dois ou três anos atrás”, ressalta o empresário Antônio Carlos Biason Sanches, que tem recebido uma média de 15 a 20 carros por dia em seu estacionamento.
Do outro lado, Francisco Alberto Franco de Bernardis, o Kiko, vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), informa que o movimento no calçadão da Batista de Carvalho e ruas adjacentes está intenso e a previsão é de aumento no número de consumidores com o recebimento da 2ª parcela do 13° salário por parte dos funcionários da Prefeitura e do Estado. “Já está bom, mas as vendas com certeza vão melhorar mais”, diz.
Kiko também acredita que o baixo movimento nos estacionamentos é resultado do aumento na concorrência do setor, mas vê a situação como algo positivo.