08 de julho de 2026
Articulistas

Respeito é bom...


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E os ingleses do Liverpool se achavam invencíveis... Pois é... A arrogância é assim: Quanto mais alto a gente se põe, maior é o tombo! Disseram que o São Paulo era um time fraco... “My God!”: nem a proximidade do Natal os fez lembrar que só peru morre na véspera! Não sou são-paulino, mas torci pelo tricolor; afinal, São Paulo também é santo, e o meu time de coração representa todos eles! Além disso, brincadeiras à parte, a final reunia Inglaterra x Brasil! De um lado, o país que inventou o futebol, mas nunca soube bem o que fazer com ele; e do outro, o que transformou esse esporte em arte de primeira grandeza. Opunham-se, mais uma vez, o país que ganhou seu único título mundial em casa, na marra; e o que ganhou cinco, na bola, pelo mundo afora.

O time do São Paulo não tinha um bom retrospecto, sobretudo no segundo semestre. O primeio jogo, contra os sauditas, também não foi dos mais animadores; mas o bom senso exige muita concentração e “bico fechado”, sobretudo quando o que se diz pode motivar o adversário. Os ingleses esqueceram que do outro lado havia um representante do melhor futebol do mundo! Na terra dos olhos puxados, os britânicos ficaram de olhos bem fechados, enquanto os brasileiros fixaram a visão na bola e no gol adversário! Então, o time do antigo império onde o sol nunca se punha, entrou em campo, na terra do sol nascente, para jogar contra um time que eles acreditavam no ocaso... Entraram com um time forte e de elevada estatura! Mas o jogo era de futebol, e não de “rugby”! Entraram com a certeza de que a taça já estava ganha! Só que a bola gosta de carinho, e o São Paulo foi “Amoroso”... Entraram cheios de “garganta”, mas o São Paulo foi “Mineiro”... Entraram cheios do orgulho inglês, mas o São Paulo foi: paixão, arte e raça brasileiras! E Reina, invicto por quase uma dezena de jogos, foi destronado! Quem reinou foi Rogério Ceni!

A expressão dos ingleses, ao término do jogo, foi saboreada com um gosto todo especial! Começaram gritando: “God save the Queen!”, mas, nos minutos finais, pareciam suplicar, estupefatos: “God save our team!”... Mas não dizem que Deus é brasileiro? Agora que perderam, talvez eles digam que pelo menos um dos gols anulados deveria ter valido; que esse campeonato não valia nada; ou que bom mesmo é o campeonato inglês, o resto é “plebe rude”... “Tadinhos”!

Por isso é que respeito é bom, e cabe em qualquer lugar! Quem sabe se eles, entre um copo e outro de “ale”, não inventam um novo esporte para poderem dizer, por algum tempo, que são os melhores do mundo... Parabéns, São Paulo! Parabéns Brasil!

O autor, Adilson Luiz Gonçalves, é escritor, engenheiro, professor universitário, articulista e cronista