Um dos maiores contrabandista do País, o chinês naturalizado brasileiro Law Kin Chong, deixou Bauru ontem, depois de passar quase quatro meses preso no Instituto Penal Agrícola (IPA) e no Centro de Detenção Provisória (CDP). Em forte esquema de segurança e numa operação cercada de mistério, ele foi transferido para a sede da Superintendência da Polícia Federal, na Capital, onde ficará à disposição da Justiça. Ele saiu do CDP, onde estava preso desde sábado, quando o relógio marcava 17h10.
A equipe da Polícia Federal, com dois delegados, chegou no presídio por volta das 16h35 com dois carros: uma BMW X-5 blindada e uma caminhonete Frontier. Meia hora depois, os dois carros saíram do presídio, rumo à Capital, escoltados por quatro motos da Polícia Militar (PM).
A película escura que recobria os vidros da BMW não permitiu a visualização dos ocupantes, mas a suspeita é que Chong estava no veículo. A caminhonete Frontier era ocupada por quatro homens fortemente armados.
As motos da PM escoltaram os veículos até a rodovia Marechal Rondon, na altura do Parque São Geraldo, de onde seguiram para a Capital. Os agentes da PF não falaram com a imprensa. Eles deixaram o CDP em silêncio, assim como entraram. Informações extra-oficiais dão conta que Chong foi transferido para a sede da Superintendência da Polícia Federal, mesmo local onde encontra-se presa a sua mulher, Miriam Law, acusada de ter assumido os negócios do marido.
Esposa
Ela é acusada de crimes de lavagem de dinheiro, contrabando, evasão de divisas e sonegação fiscal. Miriam Law foi detida em Bauru no último sábado, quando iria visitar o marido.
Chong esteve preso no IPA de Bauru, cumprindo pena em regime semi-aberto, de agosto até o último sábado, quando a juíza federal da 2ª Vara Criminal Sílvia Maria Rocha decretou a prisão preventiva dele. Com a prisão em regime fechado decretada, ele foi transferido para o CDP onde estava, de sábado até ontem, em uma cela de isolamento, em observação.