09 de julho de 2026
Nacional

Bancos elevam taxa do cheque especial apesar de queda da Selic

Folhapress
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Brasília - A redução nos juros básicos da economia não foi suficiente para a redução das taxas cobradas pelo uso do cheque especial. Em novembro, os juros do cheque especial subiram 0,6 ponto percentual, para 149,2% ao ano, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central (BC) Foi a única taxa ao consumidor que apresentou alta no mês.

A taxa das operações de crédito pessoal caíram de 70,3% em outubro para 68,7% em novembro. Colaborou para esse movimento a redução ocorrida no crédito consignado, que passou de 37,2% ao ano para 36,9% ao ano. A maior queda ocorreu na taxa para a aquisição de bens exceto veículos, com redução de 2,7 ponto percentual, para 56,4% ao ano. Para a compra de automóveis, os juros passaram de 35,6% para 34,9% ao ano em novembro. A taxa média das operações para pessoa física ficaram em 60,4% ao ano, uma redução de 1,3 ponto percentual. Esse é o menor valor da série histórica, iniciada em junho de 1994. Isso foi possível pela redução do spread em 0,7 ponto percentual, para 43,2 pontos percentuais.

No caso das pessoas físicas (empresas), a taxa de juros média em novembro caiu 1 ponto percentual em relação ao mês de outubro, para 32,4%. O spread está em 14,1 pontos percentuais, uma redução de 0,4 ponto. A taxa média geral das operações de créditos em novembro apresentou um recuo de 1,1 ponto percentual, para 47,1% ao ano.

Para o BC, o movimento reflete a flexibilização da política monetária e a redução dos spreads. A Selic (taxa básica de juro da economia brasileira) foi reduzida nos últimos quatro meses, de 19,75% em meados de setembro para 18% ontem.