Ao investigar um golpe em que o estelionatário adquire empresas falidas e, usando documento falso, faz compras para a firma para, assim, obter lucro uma vez que não paga o valor devido e desaparece do endereço informado no cadastro, a Polícia Civil prendeu uma pessoa em Bauru anteontem. Apurando um destes casos, o delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), chegou a uma empresa cujo gerente apresentou-se como Mauro Antônio Alves.
Mas ao revistar o local, os policiais da DIG encontraram um outro documento com a mesma foto que o anterior em nome de Ronaldo Mendes da Silva, o nome verdadeiro do rapaz de 30 anos. Cardia apurou que o primeiro documento era falsificado e prendeu o rapaz em flagrante com base no artigo 304 do Código Penal.
Uso de documento falsificado é crime inafiançável e Silva foi recolhido à Cadeia de Avaí. A suspeita, de acordo com Cardia, é que Silva tenha feito compras no comércio de Bauru usando o nome falso. “Com o nome falso dado por este rapaz não temos nenhum boletim de ocorrência, mas temos registros de golpes deste tipo usando outros nomes falsos. Eles fazem a compra para empresa para pagar em 30, 60, 90 dias e desaparecem”, comenta.