09 de julho de 2026
Rural

Combate ao greening e cancro cítrico tem bons resultados

Da Redação
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Com orçamento de R$ 45 milhões, o Fundo de Defes a da Citricultura (Fundecitrus) realizou todas as ações planejadas em 2005 e ainda fez uma campanha de combate ao greening, sem aumentar a contribuição dos citricultores e da indústria. Este foi o balanço positivo apresentado na reunião do Conselho Executivo da instituição realizada na semana passada, em Araraquara.

“2005 foi um caminho bem percorrido. Foi o primeiro ano do greening, o que nos levou a tomar uma série de ações que foram desde montar uma força-tarefa de campo até mobilizar os institutos de pesquisa, a Defesa Agropecuária e outros órgãos do governo. Paralelamente, mantivemos nossas pesquisas e o sucesso no trabalho em combate ao cancro”, afirma o diretor-executivo do Fundecitrus, Osmar Bergamaschi.

O papel do Fundecitrus foi fundamental para o combate ao greening, considerada a pior doença da citricultura e que já atingiu 86 municípios do Estado de São Paulo e Minas Gerais. A entidade encabeçou uma grande campanha que envolveu todo o setor. Também aumentou o conhecimento do citricultor sobre a doença, bem como as recomendações de controle com a realização de uma ampla campanha de comunicação.

A instituição também envolveu mais de mil profissionais na inspeção de 120 milhões de plantas e intensificou a parceria com a Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura e Centro de Citricultura para a análise de material e realização de pesquisas.

No combate ao cancro, o Fundecitrus inspecionou 95,6 milhões de plantas em propriedades comerciais em todo parque citrícola e zona Oeste do Estado. Além disso, realizou uma varredura na área urbana em 137 municípios. O resultado foi uma queda na incidência da doença que, de acordo com o levantamento amostral, está presente em 0,11% dos talhões de pomares comerciais.

O ano de 2005 também foi marcado pela forte aproximação com as entidades representativas e com o pequeno e médio citricultor.