09 de julho de 2026
Nacional

PT inicia campanha de arrecadação

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O diretório do PT no Maranhão lançou ontem, em São Luís, uma campanha de arrecadação de dinheiro para quitar uma dívida de R$ 160 mil com o diretório nacional da sigla. Já no primeiro dia foram arrecadados R$ 10 mil, segundo o atual tesoureiro do PT do Maranhão, Augusto Lobato.

A expectativa dele é que em dois meses toda a quantia seja reunida. Segundo Lobato, o dinheiro será repassado integralmente para o diretório nacional do PT, que irá emitir os recibos. “Vamos tentar envolver filiados e simpatizantes do partido na campanha. Historicamente, o PT sempre vendeu broches e camisetas para arrecadar dinheiro para as campanhas. Precisamos resgatar isso”, disse Lobato.

Segundo o tesoureiro, os 49 integrantes do diretório estadual do partido se comprometeram a arrecadar pelo menos R$ 1.000 cada um. A mesma cota de arrecadação ficou acordada entre os sete prefeitos petistas e as bancadas municipais do PT no Estado.

Segundo Lobato, parte da dívida do diretório regional - cerca de R$ 65 mil - é referente à uma cota de pagamento dos financiamentos para compra de computadores feita pela direção nacional do PT com o Banco do Brasil. Os computadores foram usados para equipar as sedes estaduais e municipais do partido e criar uma rede de comunicação para a eleição de 2004.

O PT do Maranhão tem também uma dívida de R$ 1,6 milhão com fornecedores locais referente à campanha municipal de 2004. Um dos credores do partido, a gráfica Aquarela, já está executando judicialmente um dívida de cerca de R$ 500 mil. “Depois de quitar a dívida com o diretório nacional, queremos nos reunir com Ricardo Berzoini (presidente nacional do PT) e com Paulo Ferreira (tesoureiro) para pedir ajuda. Não temos condições de pagar essa dívida.”

O PT maranhense é alvo de um inquérito da Polícia Federal que investiga um eventual recebimento de dinheiro de caixa dois do PT nacional ainda na gestão anterior do diretório. O ex-presidente da sigla Washington Luiz de Oliveira sempre negou a existência de dinheiro não contabilizado.