09 de julho de 2026
Nacional

Oposição tem inveja, diz presidente

Folhapress
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São Paulo - Três horas depois de um cordial encontro com o prefeito de São Paulo e principal adversário nas pesquisas eleitorais, José Serra (PSDB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou ontem a oposição de apelar para o “jogo rasteiro” motivada por “inveja”, “rancor” e “mágoa”.

No discurso em comemoração à marca de 8,7 milhões de benefícios do Bolsa-Família, Lula previu ainda uma “guerra santa’’ no ano que vem. Sem citar o antecessor ou o PSDB, Lula comparou a oposição ao homem incomodado com a felicidade da ex-mulher. Para Lula, seu bom desempenho “incomoda gente demais pelo Brasil afora” porque “não tem nada que cause mais inveja a um ex-marido do que ver a mulher dele mais feliz do que quando estava casada com ele”. “Não existe nada que cause mais inveja do que um ex-governante ver que o seu sucessor está fazendo mais do que ele, não existe nada que possa causar mais rancor, mais mágoa, do que o sucesso de um adversário.”

Em clima mais eleitoral do que natalino, ele deu ao anfitrião, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), um conselho “de quem já tem três anos de experiência”: “Não perca nunca a paciência, não responda nunca ao jogo rasteiro dos seus adversários e não fique angustiado nunca com a pressa do povo”. Disse que sua dedicação ao pobre “incomoda porque neste país a primeira fatia do bolo já era determinada para um setor da sociedade”.

Usando Emídio como pretexto para falar de sua situação, ele criticou antigos governantes que responsabilizam os atuais pelo que não fizeram.”É assim que eles fazem. Quando estão no governo e criticamos, somos comunistas, agitadores. Quando estamos no governo, começam a jogar nas nossas costas aquilo que não conseguiram fazer em 30 anos.”

Ao discursar para cerca de três mil pessoas, em um ginásio fechado, Lula anteviu “dois anos primorosos” para Emídio. “Depois vêm as eleições, é um ano que poderia ser muito bom, mas aí, a guerra santa toma conta de cada cidade”, concluiu. Lula também mirou no governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mas acabou acertando em todos os governadores. Recomendou que cada um ali tratasse “de informar o que aconteceu neste Estado de São Paulo”. “Só o governo federal gasta mais de R$ 2 bilhões política social’’, disse ele, duvidando que algum governador tenha investido tanto. E atacou: “Vejam qual é a política social nos Estados, elas não existem”.

O presidente disse que os opositores ficam cada vez mais nervosos com seu desempenho porque torciam contra.