11 de julho de 2026
Política

Prefeitura agora fará recadastramento dos imóveis no ano que vem

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) afirmou que a prefeitura de Bauru vai realizar o recadastramento dos imóveis da cidade em 2006. De acordo com ele, existem duas possibilidades. Usar a estrutura da Secretaria de Planejamento (Seplan) ou abrir licitação para contratar uma empresa e fazer o recadastramento. “A segunda hipótese é a mais viável”, disse.

Se não houver nenhum problema com o processo de licitação, a previsão é que o recadastramento dos imóveis comece após dois meses, ou seja, se a licitação for aberta em janeiro, a empresa contratada começa a trabalhar em março. A previsão é que com a medida a prefeitura possa arrecadar até 40% a mais.

O líder do prefeito na Câmara, vereador Antonio Faria Neto (PDT), e o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto, já haviam adiantado ao JC que a prefeitura iria fazer o recadastramento dos imóveis depois da aprovação da planta genérica. “Isso já vinha sendo debatido e será colocado em prática”, disse Faria Neto.

Prioridade

Para o presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) de Bauru, é fundamental realizar o recadastramento dos imóveis em 2006. Segundo ele, a prefeitura pode ter uma arrecadação 40% maior se recadastrar os imóveis. “Os núcleos habitacionais, quando foram construídos, eram casas populares. Hoje já são imóveis de padrão médio, aumentados em área e qualidade, por isso é preciso fazer o recadastramento”, afirmou.

Ferreira ressaltou que os núcleos são apenas um dos exemplos. De acordo com ele, a maioria das residências de Bauru tem alguma modificação. “É, sem dúvida, o passo seguinte à aprovação da planta genérica”, frisou.

Quem também defende o recadastramento é o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci). Para a diretora do órgão, Wânia Porto Martelli, a prefeitura e os vereadores precisam acompanhar de perto para atualizar os imóveis. “Não dá para analisar casa por casa, mas deve ser feito um estudo para que não fique defasado o cadastro dos imóveis”, afirmou.