09 de julho de 2026
Bairros

Bairros ainda precisam de intervenções no trânsito

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 3 min

De Norte a Sul, Leste a Oeste, o trânsinto de Bauru ainda precisa de algumas intervenções por parte do Departamento de Sinalização Viária (DSV), de acordo com apontamentos feitos por policias militares envolvidos diretamente com o comando e a fiscalização do tráfego de veículos no município. Porém, todos eles entraram em consenso em um aspecto: a mioria dos acidentes ocorrem por imprudência e não por problemas de engenharia do tráfego.

Na região Oeste, a grande vilã de motoristas e pedestres sempre foi a avenida Castelo Branco. O fluxo intenso de automóveis, motocicletas e pessoas, especialmente nos horários de pico, aumenta a possibilidade de acidentes envolvendo vítimas leves, graves e até mesmo fatais. Prova disso é a morte por atropelamento da aposentada Julieta Gomes Afonso, 78 anos, em setembro deste ano. Ela foi atingida por um Corsa enquanto tentava atravessar a Castelo na altura da quadra 3. “Recentemente foram implantadas ilhas de travessia naquela área. Também foram instaladas vários redutores de velocidade (lombadas), com isso, aumenta a segurança dos pedestres”, lembra o tenente da PM, Paulo César Valentim.

Além da Castelo, vias como a Campos Sales e Bernardino de Campos também requerem atenção redobrada por serem corredores que ligam os bairros ao Centro, principalmente em dias de chuva. No entanto, Valentim acredita que não existem pontos críticos na área Oeste, mas reconhece que o cruzamento das ruas Bernardino de Campos e dos Andradas oferece riscos.

Na parte Noroeste, segundo o tenente da PM Samuel Gomes, a maior dificuldade enfrentada pelos condutores é o péssimo estado de conservação das vias públicas. As ruas Pinheiro Machado e São Sebastião são as que mais carecem de manutenção. “Poderiam recapeá-las como fizeram com a rua Gabriel Ribeiro de Andrade, que ficou muito boa”, sugere Gomes.

Segundo ele, a esquina da rua Maria Benedita Cury com a Juvenal Bastos, no Parque Jaraguá, costumava registrar várias colisões, porém, com a mudança da preferencial para a Maria Cury, as trombadas reduziram.

Na zona Leste, o trevo André de Blóis Montoro, que dá acesso ao bairro Santa Luzia, avenida Nuno de Assis e à rodovia Marechal Rondon, é considerado ponto crítico, onde são comuns as colisões traseiras. A quadra 1 da avenida Rosa Malandrino Mondelli é uma verdadeira cilada para os motoqueiros por causa dos buracos na pista. Na confluência desta mesma via com a avenida Marcos de Paula Raphael, o problema é um poste que fica na direção dos veículos, pois, neste trecho, o logradouro apresenta uma curva.

Porém, o fato mais curioso ocorre na Pousada da Esperança, na esquina das ruas Antônio Fortunato com Benedita Raimundo de Matos há dois postes instalados em plena via pública.

Na área Sudeste, congestionamentos são registrados em horários de pico em rotatórias da avenida Nações Unidas, como a do Jardim Contorno e a do Hospital Estadual. Para o sub-tenente da PM Antônio Carlos Rodrigues, outro via preocupante é a avenida Rodrigues Alves a partir da rua Otávio Mangabera até o trevo do Jardim Redentor. “Muitos acidentes ocorrem neste trecho em razão do excesso de velocidade”, afirma ele, que lembra que o motivo não é a falta de sinalização, mas o desrespeito às leis de trânsito por parte dos condutores. Ainda na região Sudetse, o sub-tenetente acredita que é preciso implantar lomabdas na rua Carlos Giaxa.