09 de julho de 2026
Bairros

Motoqueiros reclamam de “fechadas”

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 1 min

A maior dificuldade encontrada pelos motoqueiros que circulam pela cidade a serviço ou a trabalho são as “fechadas” que levam de outros veículos, principalmente de ônibus e caminhões.

O motociclista Paulo Henrique de Angelo acredita que os condutores de automóveis não respeitam as motos porque os motoqueiros são vistos como loucos pela população. “Nós precisamos ser rápido, por isso, usamos os corredores entre os carros. Aí, pensam que isso é loucura”, afirma enquanto lembra que quem pilota moto já está acostumado a trafegar pelos corredores. “Infelizmente, a imagem que as pessoas têm dos motociclistas é marginalizada”, lamenta.

Há mais de 8 anos pilotando motos, Galdino Gonçalo afirma que os motoristas de carros precisam prestar mais atenção nas ruas. “Nos acidentes envolvendo motos e carros, na maioria das vezes, os culpados são os condutores dos carros”, afirma. Galdino diz que as “fechadas” são comuns porque os motoristas não têm o hábito de dar seta ao mudar de faixa ou fazer conversões. “Tem gente que não olha nem para abrir a porta”, reclama.

Já o moto-taxista Rafael Antônio Batista reconhece que muitas motoqueiros realizam manobras arriscadas na frente dos automóveis. “Além de moto, eu também dirijo carro e vejo que tem muita moto que sai cortando na nossa frente”, diz. Porém, Rafael não deixa de lembrar que, enquanto pilota sobre duas rodas, recebe várias fechadas pelas ruas bauruenses. “Quando é ônibus é pior ainda porque são grandes e não vai acontecer nada com eles”, relata. “O pessoal precisa ficar atento porque quando aparece uma brecinha nos corredores, os motoqueiros já querem passar”, finaliza.