10 de julho de 2026
Geral

De repente, casal ‘ganhou’ 5 filhos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Em Bauru, vive um casal que também tem o dom de doar e amar intensamente as crianças. Para a família do servente de pedreiro Nidovaldo Angelino Lopes, solidariedade é praticada o ano inteiro e dividir o pão é o maior dos mandamentos.

Lopes é casado com Jovenira Antonia dos Santos Lopes. Ele tem 60 e ela 53 anos. Os filhos gerados por eles já estão moços e a vida deles teria outro rumo se não fosse a chegada das crianças. “Meus filhos mais velhos têm 28, 26 e 22 anos. Agora, tenho mais cinco, todos pequenos.”

A chegada dos filhos mais novos foi inesperada. “Minha mulher conhecia a mãe deles, que é prima da minha nora. Ela era prostituta e acabou sendo presa por tráfico de drogas. Quando foi levada para a cadeia, elas vieram para cá e o juiz acabou dando a guarda definitiva para nós”, conta o servente.

A casa ficou pequena, mas com o “jeitinho” brasileiro deu para “encaixar” cada um deles. “Colocamos uma cama de casal no meu quarto e as três meninas dormem nela. O menino dorme no quarto do meu filho.”

Embora a casa seja muito humilde, percebe-se que o amor supera todos os obstáculos enfrentados pelo casal. “Nossa renda familiar não chega a R$ 500,00. Minha mulher e meu filho trabalham. Eu sofri um acidente e estou afastado. Não recebo nem do INSS e tão pouco da empresa.”

Para amenizar as despesas o juiz ajuda, comenta o paizão das crianças. “Ele manda uma cesta básica todo mês. A mãe saiu da cadeia. Veio visitar as crianças, mas não pode ajudar porque está desempregada.”

No período letivo, as despesas ficam sob controle, mas nas férias escolares, a coisa aperta. “O menor vai para a creche e as maiores para a escola. Lá, eles comem e ficam quase o dia todo. Porém, quando começam as férias, eles ficam só em casa e as despesas aumentam.”

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Pai de verdade

Para o pequeno Lucas, que mal conviveu com a mãe, a auxiliar de limpeza Jovenira e seu marido Nidovaldo Lopes são seus pais. Ele tem 3 anos e está totalmente adaptado à nova família. Esperto, ele vai logo apresentando o pai.

O pequeno Lucas curte a convivência com Nidovaldo sem se preocupar com as diferenças. Adora quando o servente de pedreiro vai buscá-lo na creche com a carriola da construção. Ri sem motivo e faz a alegria do casal. As meninas, que já são maiores, não apresentam a mesma espontaneidade do caçula, mas respeitam o casal como pais.