08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Indignação


| Tempo de leitura: 2 min

Li a reportagem do doutor Eron, delegado da vizinha cidade de Agudos. Tomei até a liberdade de ligar para ele e falar da experiência que eu vivi, da indignação de observar tantas mortes que ocorrem do mesmo modo. Pior... a confusão gerada sobre os porquês que levam motoristas a se lançarem entre os vãos dos viadutos da rodovia Marechal Rondon.

Leio agora a carta de Karlla Munhoz e páginas adiante mais uma notícia da perda de mais uma família inteira de Taubaté, que viajava em um veículo que se lançou no vão entre os viadutos, na cidade de Cafelândia.

Lembro de um caminhão de combustível que se lançou na Castelinho. O motorista deve ter dormido. De vários amigos vindos de um baile. Todos carbonizados. Do motoqueiro que se lançou a 110 km, velocímetro ficou estacado nesta marca. Será que queria fazer uma manobra radical? Do acidente com os pais de Karlla. Sem freadas, velocímetro em velocidade normal de trânsito, porém alta para quem estaria enfrentando uma anormalidade, não acham? Nesses momentos, qualquer um acionaria o freio, principalmente um motorista experiente como o pai dela foi.

Essa é minha indignação. Já tive uma ilusão de ótica passando por um desses viadutos e por uma fração de segundos quase fiz o mesmo. A luta do delegado de Agudos é por uma causa que deve, aos que acreditam, aliviar a alma daqueles que se foram. Principalmente dos motoristas que receberam alguns adjetivos como dorminhocos, bêbados, despreparados, velhos, teimosos, loucos e tantos outros.

As autoridades locais precisam urgentemente acionar o Departamento de Estradas de Rodagem para a instalação de demarcadores entre as cabeças de pontes, para que não tenhamos mais vítimas. Se tantas pessoas estão se vitimando da mesma forma, é lógico que há algum problema a ser resolvido.

Antonio Sergio Sanches - RG 9.827 .168