Porto Alegre - Após cair da altura de dois metros ao fotografar sua família em uma das escadas da Ruína do Cassino, em Canela (RS), o turista norte-americano Thomas Paul Schutter, 57 anos, morreu na última sexta-feira, com traumatismo craniano provocado pela batida da cabeça e edema cerebral.
Casado há dois anos com a psicóloga gaúcha Mônica Bezzi Schutter, 47 anos, Schutter se desequilibrou quando tentava fotografar a mulher e enteados. Ele ainda foi levado ao Hospital de Caridade de Canela, onde morreu. Embalsamado, o corpo será trasladado para os EUA. O casal passava as festas de fim de ano no Rio Grande do Sul. Estava hospedado na casa de parentes da psicóloga.
De acordo com Frederico Müller, cunhado do norte-americano, ele bateu com a cabeça em um degrau da escada quando se afastava para fazer a foto. O local é uma obra inacabada, que se iniciou na década de 30 e provoca riscos, com buracos e escadas suscetíveis a acidentes.
Trata-se dos resquícios de um cassino (acompanhado de hotel) que se tentou construir na serra gaúcha, a um quilômetro do centro de Canela - cidade que fica ao lado de Gramado, distante pouco mais de 100 km de Porto Alegre.
A interrupção da construção do prédio ocorreu porque o jogo foi proibido em 1946. Durante anos, o prédio serviu como abrigo para mendigos. Nos últimos três anos, porém, entrou no circuito cultural da serra gaúcha, passando a ser usado para eventos musicais (especialmente música eletrônica) e encenações teatrais.
O secretário de Turismo de Canela, André Vaccari, classificou o episódio como “uma fatalidade”, que nunca havia ocorrido acidente semelhante no local. Mesmo assim, adiantou que serão tomadas medidas para evitar novos episódios como esse.