09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Corrupção em Brasília


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O colunista da Revista Veja André Petry foi muito feliz quando fez uma análise das últimas atitudes dos nobres deputados federais, na publicação da última semana.

Ao absolver o deputado Romeu Queiroz, participante confesso do mensalão, e que iniciou sua carreira política em 1986 como um modesto funcionário da Caixa Federal, amealhando nos seus 20 anos de carreira como deputado estadual e federal a bagatela de um patrimônio “declarado” de 6,2 milhões de reais, a Câmara dos Deputados declara publicamente que embolsar dinheiro de origem desconhecida e confessar publicamente tal fato pode, e acaba de decretar que pode-se pegar dinheiro sujo e clandestino desde que o criminoso entenda que o seu destino é limpo e nobre.

Ou não existe malha fina que consiga segurar os bagres ensaboados do Congresso Nacional que passam até em buraco de agulha ou as regras de sonegação fiscal, participação em valeriodutos, tramóias, não existem para esta classe previlegiada da sociedade política de Brasilia, apesar de imperar entre eles a falta de vergonha e compromisso com a sociedade.

A Câmara dos Deputados não gosta quando o eleitor generaliza dizendo: “Todo político é ladrão”. Talvez devesse então trabalhar para desfazer essa impressão. (André Petry)

Acredito que talvez seja até possível, mas milagres vão demorar muito mais, pois, particularmente, com esta estirpe de políticos que existe em Brasília atualmente não acredito que venham a acontecer.

Só peço que Deus nos ajude.

Existe um trecho de um samba que exprime muito bem o pensamento de muitos brasileiros descontentes com as atitudes destes destacados representantes do povo.

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”.

Omar Fayad