08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Vamos conversar?


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A imaginação seja talvez a mais intrigante das ferramentas de que dispomos, embora seja ela uma ferramenta de duplo gume, podendo nos elevar aos píncaros da glória como nos translados para as regiões abismais do fracasso. O início de nossa vertigem, como Seres Humanos, alijados do materno seio, foi imaginar como obter o alimento do dia-a-dia; assim, a necessidade nos fez saltar da imaginação para a observação de como os outros faziam; daí, nos transportamos para o aprendizado e, desse, continuamos a imaginar a maneira mais prática e eficiente de melhor atender as nossas necessidades. Chamamos a isso de planejamento, que nada mais é que o detalhamento daquilo que imaginamos.

Quando nos interessamos por alguém, temos uma entrevista ou mesmo um simples encontro, imaginamos uma série de possíveis situações com as quais possamos nos deparar; e, através da imaginação, buscamos criar oportunidades que nos sejam favoráveis. Quantas vezes, enquanto estávamos absortos, tomados pela nossa imaginação, não ouvimos dizer:- Ei, acorda, deixe de sonhar de olhos abertos!

Agora, vamos imaginar um encontro nosso, ocorrido em passado recente, quando criamos e iniciamos o comércio de trocas, que rotulamos de Escambo; isso, vamos deixar para uma próxima conversa; agora, quero colocar uma preocupação minha, que acredito seja sua também.

Lendo os jornais, começo a imaginar como será o futuro deste país, depois do “Liberou Geral”, dado politicamente; eu sei, pode-se até dizer “E daí?”, continuamos a ser o Brasil, como povo continuaremos a ser encantadores, e acima de tudo, Deus é brasileiro... Ainda bem que aqui não olhamos apenas para o nosso próprio umbigo, jamais legislamos em causa própria, não damos preferência de atendimento exclusivo às exigências do poder econômico o qual nunca nos coage com os fantasmas do desemprego; atende-se, preferencial e equitativamente, o cidadão comum em suas necessidades básicas, mormente no que tange ao saneamento (ainda bem que as fossas abertas por falta de esgotos, ou esses a correrem pelas sarjetas, e os lixões a céu aberto não poluem e nem afetam ao meio-ambiente, nem o nosso decantado aqüífero) ah, quase que me esqueço, brevemente teremos eleições e os surrados programas serão reapresentados com novas roupagens e promessas, saúde, pleno emprego, moradia, educação, segurança, etc.

De uma coisa podemos nos orgulhar, somos devedores e dos sérios, pois não damos o calote em ninguém, até perdoamos alguns que nos devem; quanto as nossas dívidas, as pagamos antecipadamente, no conceito dos credores somos “Politicamente Corretos”, desconhecemos o racismo, o regionalismo e a inversão de valores. E dizer que tudo isso é bom e agradável, ainda mais emoldurado por um povo sorridente e feliz. Você viu! Imaginar é fácil né? Ainda bem que somos um povo de fértil imaginação. Imagine se não o fossemos, o que não seria do nosso futebol, do nosso carnaval? Um desastre, certamente, um desastre... Nacional!

José Carlos Dias da Silva - MT. 37293