11 de julho de 2026
Cultura

‘300’, o filme, promete ser novo épico

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Em tempos de épicos históricos e grandes bilheterias para filmes baseados em histórias em quadrinhos (HQs), por que não adaptar uma boa graphic novell que reúne os dois filões? As boas críticas e o sucesso de “Sin City - A Cidade do Pecado” garantiram o OK aos produtores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino para a realização de “300”, que leva às telas a trama da minissérie “Os 300 de Esparta”, criada por Frank Miller (de “Sin City”) e Lynn Varley, sua mulher.

O filme está em produção no Canadá e deve ter estréia mundial no verão americano de 2006. Assim como “Sin City”, “300” está sendo filmado quase que totalmente em estúdio - com a técnica aperfeiçoada e barateada por Rodriguez, longe das grandes produtoras de efeitos especiais. Todos os cenários, paisagens e até mesmo personagens secundários são incluídos digitalmente. O orçamento do filme é de US$ 60 milhões - uma pechincha, comparado com a verba utilizada em épicos de mesmas proporções; “Alexandre” custou US$ 150 milhões e “Cruzada”, US$ 130 milhões.

Como o diretor Zack Snyder (de “Madrugada dos Mortos”) adiantou em entrevistas à imprensa internacional, a promessa é de seguir a trilha de Frank Miller e dar ao público uma adaptação fiel, em texto e imagem, da grandiosa trama da graphic novell.

Fiel, porém ainda maior. O texto de Miller sofreu pequenas alterações - com sua devida autorização -, com a adição de novos personagens e ações, apenas para ampliar o caráter épico do filme. A história de “300” revive os eventos da Batalha das Termópilas, em 480 a.C., na época das Guerras Médicas, quando a Grécia foi invadida por uma grande horda de soldados vindos da Pérsia. Leônidas, um dos reis espartanos, posicionou seu exército de 4 mil soldados nas Termópilas, um desfiladeiro estreito e próximo ao mar, na tentativa de bloquear a passagem dos invadores.

Uma traição, entretanto, revelou aos persas o plano e um atalho que possibilitou um ataque pelos flancos no local. Respeitando o código de honra de Esparta, Leônidas resiste até o fim juntamente com sua guarda de elite, os chamados 300 de Esparta, em uma das mais heróicas batalhas da humanidade.

Na minissérie, a ação é dramática, com as cenas de batalhas abusadas nas texturas, silhuetas e principalmente nas cores. Enquanto Miller evolui sua técnica dos desenhos e usa páginas duplas para mostrar a trama em amplas cenas horizontais, Varley consegue um colorido vermelho-sangue para os traços do marido. As primeiras imagens do filme, disponíveis em 300themovie.warnerbros.com, juntamente com os diários da produção e um blog do diretor, mostram que o que vem por aí não deve decepcionar. As filmagens terminam no início do ano. “300” tem no elenco Gerald Butler, Lena Headey, David Wenham, Dominic West, Michael Fassbender, Vincent Regan e o brasileiro Rodrigo Santoro, como o rei Xerxes.