A cópia lançada pela Globovideo, anos atrás, com rolos trocados, tornava mais caótica a história de “Terra em Transe”, contada em flashbacks pelo personagem agônico. Ali estava uma obra-prima, que se fez como o melhor filme da história do cinema nacional quando revisto na montagem correta e que será exibido hoje, às 17h30. Glauber Rocha usava recursos modernos, rascunhando em 1967 algo do tropicalismo e do cinema marginal, para falar de Paulo Martins, que, metralhado, tombando à morte, tenta menos encontrar um fio narrativo de sua vida política e mais sobre o próprio país. A ironia é que se hoje não temos mais um projeto estético deste quilate, ainda temos o mesmo Brasil.