O prefeito Tuga Angerami (PDT) afirmou ontem que pretende convidar técnico da divisão de regime de previdência de servidores públicos do Ministério da Previdência, para participar da audiência pública da Fundação de Previdência dos Servidores Municipais de Bauru (Funprev). De acordo com ele, se não for possível a vinda de um técnico, a alternativa é chamar um representante da Associação dos Fiscais da Previdência. “É um pessoal de primeira linha”, disse.
O principal assunto a ser tratado pelos técnicos é a transferência para a Funprev de todos os servidores inativos que atualmente recebem benefícios pela prefeitura. “Isso tem implicações e nós teremos que trabalhar até o dia dessa audiência em cima das projeções”, ressaltou. Segundo ele, quando é feita essa transferência, também é necessário realizar um novo estudo atuarial para saber quanto a prefeitura precisa repassar à Funprev, para cobrir os cerca de 1,8 mil inativos que seriam transferidos sem comprometer o equilíbrio econômico e financeiro da entidade. “Para nós é importante porque nós tiramos como despesa com pessoal esse contingente de inativos”, salientou.
Angerami explicou que a partir do momento que o servidor inativo passa a receber seus benefícios pela Funprev, há um repasse da prefeitura para a entidade, mas bem menor se o município fosse arcar sozinho com o pagamento dos benefícios. “Várias empresas fazem isso: a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, entre outras. São projeções ao longo do tempo para saber quando você tem que repassar”, explicou. “Nós temos que pensar a longo prazo. Quando você pensa em previdência, tem que ser pelo menos 30 anos na frente”, afirmou.
Bomba-relógio
Tuga também afirmou que é importante negociar e resolver o problema da dívida de R$ 60 milhões com a Funprev. Segundo ele, a dívida é uma bomba-relógio que vai estourar para o município. “Não vai estourar na minha mão, nem do próximo prefeito, mas se o município não assumir isso já, vai ficar inviável e chegar em um ponto que você terá uma folha de ativos e outra de inativos”, concluiu.