09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tecnologia x humanos x solidariedade


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Com a evolução da tecnologia, teoricamente, os seres humanos deveriam ser beneficiados em todos os sentidos. Entretanto, os benefícios são restritos a uma minoria privilegiada. Podemos analisar a área de saúde. Quanto maior a evolução tecnológica, mais caro fica o uso desses procedimentos médicos, diminuindo o número de pessoas com poder aquisitivo para usá-los. Marginalizando, inclusive, as que tenham plano de saúde coletivo, pois não se consegue pagar o plano que aumenta assustadoramente a cada ano que passa.

Na indústria, no campo e nos bancos a evolução da tecnologia provoca demissões de funcionários(as). Aumenta o lucro dos empresários e banqueiros, contrastando com o aumento do desemprego e da pobreza da população. Na lógica capitalista, não há nada de errado nessa acumulação de lucro, porque elas são vistas como pilares do crescimento econômico e, por consequência, do progresso e da riqueza dos países. No mercado, não vingam valores como justiça e solidariedade. A solidariedade de “um dia” que a maioria dos capitalistas exercem está vinculada a fins publicitários ou de conservação da imagem de si e das empresas.

Precisamos todos compreender a necessidade não só de aprender a arte de ser solidário, mas também a necessidade social de estimular o aprendizado, o trabalho do outro. Sendo isso um processo de libertação social, não de dependência. Até que ponto é possível exigir uma face “mais humana” do capitalismo? Apelamos para a “responsabilidade social e moral” das empresas?

Lembrando Aristóteles: “As virtudes são de duas espécies: a intelectual e moral. A primeira, por via de regra, gera-se e cresce graças ao ensino - por isso requer experiência e tempo; enquanto a virtude moral é adquirida em resultado do hábito". Não é pois por natureza, nem contrariando a natureza, que as virtudes se geram em nós. Diga-se, antes, que somos adaptados por natureza a recebê-las e nos tornarmos perfeito pelo hábito”. Sem trabalho o homem chora, mata, morre!

Nildo Matos de Araujo - RG 11.963.052