10 de julho de 2026
Política

Técnico da Previdência virá para enriquecer discussão, diz prefeito

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) disse que o objetivo, ao convidar um técnico do Ministério da Previdência para a audiência pública da Fundação de Previdência dos Servidores Municipais de Bauru (Funprev), é enriquecer a discussão, já que o setor previdenciário conta cada vez mais com pessoal especializado em suas diversas áreas. “Atualmente há técnicos com formação específica em direito previdenciário, matemática atuarial e outras”, salientou.

A declaração de Angerami foi uma resposta ao membro do Conselho Curador da Funprev Vanderlei Tomiati, que afirmou ter ficado ofendido com a intenção do prefeito em trazer alguém de fora, para discutir assuntos que poderiam ser tratados, segundo Tomiati, por pessoas da própria fundação.

Angerami ressaltou que há alguns aspectos ligados à proposta de transferir os aposentados, que integram a folha de pagamento da Prefeitura para a Funprev, que não foram citados pelo conselheiro. “É preciso analisar, por exemplo, qual será a alteração no índice que serve para determinar os repasses que são feitos pelo município à Fundação, de tal forma que o equilíbrio econômico e financeiro dos previdenciários não seja comprometido”, explicou.

O prefeito rebateu as críticas de que não conversa com a Funprev. Segundo ele, vem sendo mantido contato direto com a presidente e com o consultor jurídico da Funprev. “O secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque, tem se reunido com os conselheiros, sendo que o último encontro, por sinal, foi realizado nesta quinta-feira (ontem)”, afirmou.

Ofendido

O conselheiro da Funprev Vanderlei Tomiati reafirmou que se sentiu ofendido com a declaração do prefeito e voltou a dizer que não há diálogo. “A união faz a força. Se ele (Tuga) tivesse sentado conosco desde o início de seu mandato, o primeiro projeto de parcelamento da dívida teria sido aprovado”, disse, fazendo referência a um projeto enviado à Câmara Municipal e retirado posteriormente, que previa o parcelamento da dívida de R$ 60 milhões com a Funprev em 30 anos, com dois anos de carência.