10 de julho de 2026
Geral

Desapropriação de imóveis encarece as obras públicas

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Além do alto custo da construção civil, as obras públicas enfrentam também os gastos com as desapropriações, o que em alguns casos chegam a inviabilizar projetos mais grandiosos. O secretário municipal de Planejamento (Seplan), Izidoro Schafranski Neto, acredita que a opção do DER em não executar o projeto apresentado pela municipalidade foi devido ao custo de desapropriação.

“A área seria maior. Isso causaria uma intervenção maior no sistema e teria um custo imediato muito caro”, diz o engenheiro civil. Porém, ele acredita que o sistema projetado pela Seplan seria importante por estar preparado para atender a longo prazo.

Além da mudança no projeto do acesso, a localização do trevo também foi modificada. “O viaduto foi um pouco deslocado, porque vai atender não só o Fortunato (Rocha Lima), de um lado, mas também ao Distrito 3 e será uma entrada para o IPA (Instituto Penal Agrícola)”, informa.

Mas como a avenida ainda está somente no papel, Schafranski Neto não vê problemas na mudança do local. “Há algumas áreas que já foram desapropriadas e já foram doadas na região para isso. Não altera muito, só teremos o trâmite de realocar, fazer conversa e realocação com os proprietários e outras não entraram nem em negociação.”

Cidadania

Incentivar o desenvolvimento do município por meio de doações de terra é um exercício de cidadania, acredita Schafranski Neto. “O sistema de doação deveria ser um sistema público, onde as pessoas deveriam ter interesse, pois traz a valorização para si próprio e para a sociedade. É um conceito de cidadania para dentro do município e só assim Bauru vai começar a resolver seus grandes problemas”, acredita.

Ao doar parte da gleba para que a municipalidade possa dar continuidade ao projeto de desenvolvimento de determinada região, o proprietário agrega valor às suas terras. A partir do momento em que a benfeitoria for concluída, o m2 normalmente é valorizado. O que ocorre, porém, na ânsia de ganhar a cada centímetro quadrado, há a especulação imobiliária, que muitas vezes inviabiliza o projeto.