08 de julho de 2026
Perspectivas 2006

Esportes: 2006 em vermelho e branco

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

2005 foi o ano do Oriente, Ipiranga, do Jardim Petrópolis. O Bauru Basquete retomou o rumo das vitórias, voltou a um playoff e mostrou um time jovem e promissor. Um ano em que os motores falaram alto na Toca da Coruja.

Mas as festas que marcaram 2005 aconteceram no Estádio Alfredo de Castilho. Nem um título foi comemorado lá. Os duelos finais foram longe de casa. Mas foi em seu gramado que o Noroeste recuperou a auto-estima no último ano, recuperou o orgulho do noroestino, o orgulho do bauruense. A cidade está cheia de camisas do clube pelas ruas, como há muito não se via. A torcida quer ter a cara do Norusca e o Alvirrubro voltou a ser a cara de Bauru. Dois campeonatos, duas conquistas.

A primeira festa aconteceu na partida contra o Bandeirante de Birigui. Com um sonoro 4 a 0, a redenção. Doze anos de espera... 1993 se encontrou com 2005. Era a elite, o retorno aos grandes, a história reparada. Quantos daqueles que lotavam o Alfredão nunca viram o Norusca na Primeira Divisão? Verão. Quantos não reencontraram o passado. Reviverão. O título da Série A2 não veio, ninguém ligou. A volta olímpica já acontecera, o hino já tocara. Agora, não havia o que acertar, tudo saíra perfeito.

A segunda festa foi um brinde. Além do título, uma competição nacional. Duas vitórias sobre o Rio Claro e a Copa Federação veio morar em Bauru. O requinte ficou por conta da vaga na Copa do Brasil, a primeira vez. Ah, a primeira vez... Uma festa com cara de molecagem, com cara de sub-20, com cara de Buiús, Cacás, Cristianos, Wellingtons, Marcelinhos... Com a cara das categorias de base do Norusca.

Para o mundo, 2005 foi de Roger Federer, Fernando Alonso, Ronaldinho Gaúcho. O vôlei do Brasil se manteve hegemônico, o São Paulo conquistou o planeta e Tevez conquistou o Brasil. Foi um ano de Diego Hypólito, Laís de Souza, Robert Scheidt, Natália Falavigna, Caio Márcio e João Derly. Outros vão se lembrar de Edílson Pereira Carvalho, lamentavelmente. Mas para Bauru, nos desculpem todos eles, 2005 foi no ano do Noroeste.

Mas 2005 se foi, sem acréscimos do árbitro. Um novo jogo começou: 2006! Um jogo de 525.600 minutos. Os oráculos gregos preconizavam o futuro. De certo, por vezes, erravam. Que dirá o jornalista. Esportivo, ainda! Portanto, nos resta desejar. Desejar que a organização e profissionalismo que trouxeram o Noroeste até o topo, o mantenham lá. Um desejo realista de não retroceder, um desejo da torcida e um objetivo da diretoria.

Mas também sonhar. Santo André e Paulista mostraram que a realidade, às vezes, é vizinha do sonho. Fazer uma prece e trabalhar. Quem sabe “seo Damião” não se transforme em “São Damião”, atenda nossos pedidos e realize nosso sonho: 2006 será o ano vermelho (e branco).