11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Pais começam o ano pagando material escolar mais caro

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de gastar com despesas de Natal e Ano Novo, as famílias têm uma nova preocupação no início do ano: a lista de materiais escolares. O preço do material escolar está em média 4% mais caro neste começo de ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. A pesquisa foi divulgada pela Brasil Escolar, uma associação que representa 558 papelarias em 26 Estados, incluindo São Paulo. Entre os produtos que tiveram maior reajuste, estão os que têm petróleo em sua composição, como as réguas e canetas. Para fugir dos preços altos, os consumidores de Bauru já começaram a pesquisar e os lojistas procuram atraí-los facilitando o pagamento e fazendo promoções.

Em uma papelaria do Centro da cidade, como atrativo ao consumidor, as compras podem ser parceladas “Acima de R$ 150,00, o cliente pode dividir o pagamento em até três vezes, sem juros. A oferta é melhor do que o ano passado, quando o pagamento poderia ser dividido em compras acima de R$ 300,00”, afirma o gerente de loja, Roberto Znidarsis. Segundo ele, o reajuste não incidiu em toda a linha. “Os cadernos estão mais baratos, por exemplo”, afirma.

Em outra papelaria, o estoque com produtos do ano passado garantirão preços em conta procurados pelos consumidores, afirma o gerente Nilo Sérgio Alves Júnior. “Temos ainda em estoque produtos não perecíveis de janeiro e julho de 2005, o que faz com que não precisemos reajustar os preços”, diz. Segundo ele, o reajuste acontece quando o estoque precisa ser reposto. Como vantagens, o cliente pode dividir a compra com pagamento em cheque ou cartão, em parcela mínima de R$ 20,00. “Tudo é negociável com o cliente”, diz.

De olho em vantagens, os consumidores já estão pesquisando preços e alguns até comprando antecipadamente, como é o caso da advogada e estudante Márcia Andrade. Ela já comprou cadernos, blocos para fichário e canetas. “O preço está bom. Pesquisei em poucas lojas e preferi comprar antecipadamente”, diz.

Já Márcia Valéria Zamboni Gobbi e sua filha Ana Luísa estão apenas pesquisando os preços e ainda não compraram material escolar. “A escola só vai entregar a lista de material em meados de janeiro. Por enquanto, estamos pesquisando. Compensa comprar alguns materiais em grande quantidade porque o preço fica mais baixo. É o caso de borrachas, que é um material usado o ano inteiro”, opina Gobbi. Ela observou que um pacote com 18 borrachas custava R$ 7,00, enquanto a unidade é vendida por R$ 2,00.

Apesar das vendas já terem começado nas papelarias, procura maior de consumidores pelos materiais escolares deve acontecer no final de janeiro e em fevereiro. “O volume maior de consumidores é perto do começo das aulas mesmo porque as famílias têm gastos com Natal e acabam não tendo condição de comprar agora. Mesmo assim, uma parte dos clientes procuram antecipar e comprar os materiais escolares antes de viajar para as férias”, afirma Alves Júnior.

Até o final de dezembro, as maiores vendas foram para as escolas. “As escolas estaduais e municipais que fornecem material para os alunos já compraram porque usaram verba repassada pelo Governo”, afirma Znidarsis.