São Paulo - O jogador de futebol Paulo Sérgio Rosa, 37 anos, o Viola, ex-atacante da seleção brasileira e de times como Corinthians, Palmeiras e Santos, foi preso no começo da madrugada de ontem, por porte ilegal de arma, em Santana de Parnaíba (Grande São Paulo). Segundo a polícia, ele mantinha no carro uma espingarda calibre 12.
A prisão ocorreu após uma discussão de Viola com Leila Rosa Celino, 34 anos, com quem o jogador vivia havia 12 anos e agora passa por uma processo de separação. Foi ela quem chamou a polícia e denunciou o local da arma. O crime é inafiançável, com pena de três a oito anos de reclusão.
Viola passou todo o dia de ontem - em que completou 37 anos - numa cela da Delegacia Central de Barueri (também na Grande São Paulo).
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ele também passaria a noite na cela e pode ser transferido hoje a um Centro de Detenção Provisória (CDP). Seu advogado tenta o relaxamento da prisão ou um habeas corpus.
A prisão de Viola ocorreu no condomínio em que morava com a mulher e o único filho do casal, de 11 anos. Segundo a Polícia Civil, seguranças do condomínio teriam visto o atleta caminhando com a espingarda na mão. O jogador relatou que tinha ido à casa “buscar o filho para passear”.
A discussão começou porque a mulher impediu o passeio, por desconfiar de que Viola estivesse alcoolizado. Ele nega ter bebido. O jogador mostrou o registro da arma, mas não tem autorização para circular com ela.
William Wágner, advogado do jogador, disse que o atleta não estava circulando com a arma dentro de seu automóvel.
Tetracampeão mundial com a seleção em 1994, Viola estava prestes a assinar contrato com o Juventus, para a disputa da 1.ª divisão do Campeonato Paulista. Em 2005, ele jogou a 2.ª divisão do Campeonato Brasileiro pelo Bahia. A equipe foi rebaixada.