09 de julho de 2026
Cultura

Principais temas abordados

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Pontos de Cultura - Bauru foi incluída na rede do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, com 10 Pontos de Cultura aprovados. No entanto, os recursos ainda não foram disponibilizados por conta de dívidas da administração municipal. “O Programa Cultura Viva tem embasamento teórico na questão da sustentabilidade de movimentos culturais. Cada um dos pontos está aliado a um movimento que já existe. Vamos empoderar esse pessoal, dar condições para esse trabalho para que, daqui a um tempo, ele consiga andar com as próprias pernas. Os pontos são centrados em oficinas, formação e inclusão digital. Bauru não tem CRP (Certificado de Regularidade Previdenciária), mas o ministério vem tendo dificuldade em relação a várias prefeituras do Brasil. Eles estão procurando alternativas. Na última conversa que eu tive, eles procuravam uma forma de viabilizar e eu acredito que, em breve, teremos novidades nesse sentido. Buscamos condição de não perder essa chance, porque é a primeira vez que conseguimos, seria frustrante não ter acesso a esses recursos”, comenta Vinagre.

Vitória Rock - O festival de bandas independentes era realizado mensalmente no Parque Vitória Régia, mas foi interrompido no segundo semestre. “Chegamos à conclusão de que é um evento muito legal, o único que tem público certo de 4 mil pessoas por mês, não existe nada assim. Mas chegamos num ponto em que estávamos preocupados com a situação de segurança e conforto do público. Resolvemos dar uma parada, reestruturar o projeto e retornar com um formato mais profissional. O interessante é que foi criada a Associação de Bandas Independentes e a idéia é voltar já em janeiro, com formato mais adequado, com fechamento do Vitória Régia e, se não cobrança de ingresso, doação de alimentos ou um litro de leite, até para haver envolvimento com a comunidade. A idéia é trabalhar com equipamento de locação, fechamento e banheiros químicos locados, iluminação da parte externa. Se cobrarmos R$ 1,00, ele se torna auto-sustentável, mas a SMC não tem condições de tocar sozinha, todo mês”, diz o secretário.

Bibliônibus - Parado há mais de um ano, o veículo que circulava em bairros sem bibliotecas ramais está em condições precárias. “Chegamos a pagar uma dívida de conserto do motor, de mais de R$ 6 mil, e não resolveu. O acervo também estava totalmente defasado, a ergonomia que se criou também não era adequada, com mesas altas e cadeiras baixas. Houve um interesse da Livraria Jalovi, logo no primeiro momento, com projeto de remodelação total, inclusive visual, e reforma da parte mecânica completa. Estamos aguardando uma definição dessa parceria, mas independente disso, nossa idéia é tocar o projeto, ainda no primeiro trimestre, porque temos consciência de que faz falta”, aponta.

Bienal do Livro - A feira, que teria uma edição em 2005, foi cancelada pela Imprensa Oficial, principal promotora do evento. A SMC promete realizar sua própria feira nesse ano. “Já temos programado um evento para novembro, como é em Ribeirão Preto, em praça pública, utilizando a Praça Rui Barbosa e o Automóvel Club. Teríamos a parte da feira na praça e as palestras no Automóvel Club”, afirma o secretário.

Carnaval - Promessa de campanha do prefeito Tuga Angerami, ainda não será em 2006 que o Sambódromo terá desfile das escolas de samba. Vinagre, no entanto, confirma a realização de uma festa popular para fevereiro. “São quatro anos de desmobilização das escolas de samba. A questão da Lei Rouanet está confirmada, mas tudo ainda depende de captação de recursos, porque o descrédito das grandes empresas em relação ao Carnaval é muito grande. Sou pessimista em conseguir o valor necessário para colocar as escolas no Sambódromo, seria necessário cerca de R$ 300 mil. Colocar dinheiro na mão das escolas como era feito antigamente não vamos fazer. Uma coisa posso garantir: vai acontecer o Carnaval 2006, nem que seja um evento de bailes populares nas quatro noites. Pensamos em chamar de Carnaval da Diversidade Cultural, com atividades culturais antes dos bailes. É algo para marcar a retomada, de forma profissional e bem planejada”, garante.

Sobre a organização das escolas e as parcerias com a SMC, o secretário destaca a necessidade na integração das entidades com a comunidade, que se perdeu ao longo dos anos nos quais os desfiles foram extintos. “Há todo um histórico da dependência da verba que vinha da prefeitura, mas quando secou a fonte, não se conseguiu mobilizar para haver sustentabilidade. Para isso, seria necessário ter um envolvimento muito grande da comunidade onde a escola está inserida, e ao mesmo tempo vemos escolas que não têm nenhum relacionamento com sua comunidade. O Azulão do Morro, por exemplo, tem um trabalho durante o ano. Foi a única escola que apresentou projeto para a lei de estímulo à cultura para formação dos jovens. Outro exemplo é a Cartola, que tem um galpão que funciona, que eles locam para eventos. Se eles se organizassem, fariam um desfile, mas essas são as únicas que teriam condições”, lamenta.