08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Baderna na Getúlio


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Ao ler a notícia de que a chuva na noite de 31/12/05 afugentou o público da Getúlio Vargas, é de se achar natural que também todo o efetivo da PM destacado fosse embora mais cedo, já que não havia mais uma multidão para ser vigiada. O que nos entristece é que os dois ou três grupos que por ali ficaram esperaram a passagem da chuva e a ausência da PM para fazer a sua “comemoração”. Esses pequenos grupos se instalaram já há algum tempo na região e têm feito dos domingos e dias especiais de comemoração o seu “lazer”. Pessoalmente já conversei com vários deles e seus argumentos são: “nóis é pobre e tamu no nosso direito”, “voceis é burgueis e ficam se protegendo nas suas casa, nois num tem onde se diverti”, entre tantos outros. Nada contra a democratização das áreas de lazer, mas acredito não ser a melhor forma fechar um determinado local da cidade e anunciar para o mundo todo que lá se concentrarão as comemorações sem que se tenha uma estrutura montada e organizada para se propiciar uma comemoração civilizada. O que se viu na manhã de domingo, dia 1/1/06, foi o que mais se parecia uma praça de guerra. Pessoalmente, tive meu estabelecimento praticamente destruído na parte externa com a retirada de quase toda a cerca externa que foi arremessada pela rua, dezenas de garrafas quebradas em minhas vidraças, bem como nos estabelecimentos vizinhos, além da costumeira emporcalhação da região, resultado de suas necessidades fisiológicas. Resultado de tudo isso: passamos um bom tempo em faxina na tentativa de tornar as proximidades freqüentáveis enquanto os festeiros de outras paragens descansavam de uma noite alegre e feliz patrocinada pelos bobos de sempre: nós, cidadãos contribuintes e trabalhadores.

Marco Labão - RG 8.219.543