A pichação em muros não é novidade para os moradores de Bauru. Mas, a audácia dos grupos de vândalos que deixam registrados nos muros a falta de respeito até mesmo pela polícia tem chamado a atenção na cidade. É o caso da inscriçõe no muro de um supermercado na Vila São Paulo. Segundo o gerente Moisés de Jesus Silva, em 2004, os vândalos picharam no muro as palavras “Disque 190. Manda os homes mi prende”. “Eles (pichadores) sabem que não acontece nada. Dar uma cesta básica é muito pouco para puní-los”, revolta-se Silva. Recentemente, foram gastos R$ 2, 5 mil para pintar o muro novamente. Esta deve ser a terceira vez que precisamos pintá-lo”, afirma.
Para coibir a ação dos vândalos, o comerciante instalou cerca elétrica ao redor do prédio. O gerente conta que os moradores e comerciantes da rua Gaudêncio Piola, quadra 7, identificaram os autores da pichação de outros comércios e residências, mas não conseguiram pegá-los em flagrante. “Conversamos com os garotos, mas mesmo assim as pichações continuaram. Há três anos estamos enfrentando o problema”, diz Silva. Segundo ele, os pichadores pertencem a grupo de adolescentes.
O comandante interino da Base Leste da Polícia Militar, sargento Jefferson Bittencourt de Lima, informou que no caso específico das pichações desta rua e de investigações de outras na cidade são de responsabilidade da Polícia Civil. “Na maioria dos casos, as pichações são apuradas e o juiz julga caso a caso”, afirma Lima.
Segundo o comandante da Base Centro da Polícia Militar, tenente Jorge Luís Dias, a maioria dos responsáveis pelas pichações tem menos de 18 anos e anda em grupos. Como punição, os menores de idade recebem uma medida socioeducativa, que pode consistir na prestação de serviços comunitários e na reparação dos danos causados.
Além disso, os responsáveis podem ter que indenizar o proprietário do imóvel cuja pintura for danificada. A legislação prevê pena de três a seis meses de detenção para os maiores de idade que forem condenados por pichação, ação que é considerada crime contra o meio ambiente.
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Região Central
No Centro da cidade, região de maior circulação de pessoas, os prédios públicos, residências e comércio também são alvo de grupos de vândalos. Para identificar qual grupo foi responsável pela inscrição, cores e símbolos são usados.
“Cada grupo tem um símbolo característico que geralmente usa nas pichações. Desta maneira, podemos identificar os autores”, afirma o comandante da Base Centro da Polícia Militar, tenente Jorgé Luís Dias. Apesar da intensificação do patrulhamento policial, o flagrante ainda é difícil.