09 de julho de 2026
Turismo

Búzios: Misto de Grécia, Caribe e Saint Tropez

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

A “orla Bardot”, como passou a ser chamada a região de Búzios desde os anos 60, quando a famosa Brigitte passou alguns dias na Praia dos Ossos é um dos pontos de escala dos transatlânticos que singram as nossas água, durante o verão. Búzios é um misto de Caribe com Grécia, com suas águas transparentes e às vezes de um azul profundo. A cidadezinha lembra Saint Tropez, na Côte d’Azur, pela sofisticação das suas butiques, restaurantes, pousadas e hotéis cinco estrelas.

Empresários, artistas e socialites cariocas fizeram de Búzios sua estância de veraneio. A Rua das Pedras fervilha na madrugada. Acorda tarde para dormir tarde. É comum fazer compras nas lojas ainda abertas às 4 horas da manhã.

Na ausência de um porto com calado suficiente para a atracagem dos gigantes de 50 mil toneladas ou mais, os navios lançam suas âncoras ao largo. Logo às 8 horas as lanchas, rápidas e seguras começam a fazer o transporte dos passageiros interessados em ir a terra. A operação se faz com conforto e sem nenhum atropelo. No píer são oferecidas excursões de escunas ou de ônibus para as dezenas de praias e ilhas, cada qual com uma característica pelas águas verdes, azuis, turquesas, em forma de ferradura, com ondas fortes, ondas fracas, pedras, etc. Vale à pena pagar R$ 40 por um passeio de cerca de duas horas, com direito a paradas de 20 minutos para um bom mergulho nas águas frias, por causa das correntes marítimas que vêm do sul.

Os turistas têm imenso trabalho para fotografar as belíssimas paisagens que se sucedem. Um dos pontos preferidos é o da estátua, em bronze, de Brigitte Bardot sentada num banco e olhando o mar na Praia dos Ossos. A estátua é colorida e ressalta o seu jeans azul e blusinha de listas horizontais. Ali perto está a casa onde passou a temporada em 1962, com seu namorado Bob Zaguri, um garotão nascido na Argélia, criado na França e que jogava basquete no Flamengo, naquela ocasião.

Os operadores dos navios do Island Cruisers fazem uma festa na Praia das Tartarugas, para onde os hóspedes são levados em escunas. A balada vai de manhã até o fim da tarde. Há os que preferem a placidez da Prainha ou desfrutar do cartão postal mais conhecido que é a Praia Azeda e a Praia Azedinha. Aliás, em Búzios, a praia maior é acompanhada do seu diminutivo: João Fernandes e João Fernandinho.

O problema é ficar atento e não perder a última lancha de volta para o navio. Às 17h30 sai a última. Quem perder terá de se virar e ir por terra até o próximo porto de escala. Os cartões de embarque servem de controle eletrônico tanto para sair como para entrar no navio. Na volta, todos passam pelo raio x. É proibido transportar bebidas alcoólicas pagas em dólar dentro do navio. O máximo que se permite é trazer água. Assim mesmo para consumo dentro da cabine, somente.

Búzios é um dos locais mais bonitos e sofisticado do litoral brasileiro. Não é à toa que lá vivem muitos estrangeiros: alemães, holandeses, italianos, ingleses, escandinavos. São turistas que chegaram para uma rápida visita, encantaram-se com o local e jamais saíram. Não se espante se o vendedor de peixe frito na barraca de praia, vermelho como um pimentão atendê-lo com sotaque arrastado: “vai caipirrrinha!”.