09 de julho de 2026
Regional

Chuva mata 12 mil frangos em Bariri

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Bariri – Pelo menos 12 mil frangos morreram devido as fortes chuvas que caíram sobre Bariri (56 quilômetros de Bauru) na noite anteontem. O tamanho do prejuízo ainda não foi calculado pelos avicultores.

A perda maior ocorreu no Sítio Santa Lúcia, onde 10 mil aves morreram afogadas. Segundo relatou Luís Antônio Moço, as curvas de nível que ficam em um terreno acima da granja não suportaram a quantidade de água e foram arrebentando um a um.

Sem barreira de contenção, toda água foi parar dentro da granja, onde estavam 10 mil frangos com cerca de 30 dias. Ou seja, faltavam apenas 12 dias para o abate. Segundo o avicultor, não sobrou uma ave viva. Todas morreram. Além dele, um vizinho, que também cria frango, perdeu outras 2 mil aves da mesma forma.

Moço disse que ainda não parou para calcular o tamanho do prejuízo. “Estou trabalhando sem parar desde ontem para colocar tudo em ordem novamente”, comentou.

Segundo ele, os frangos estavam sendo criados em parceria com o frigorífico Itabom, de Itapuí. Ao avicultor cabia a cessão do barracão e da mão-de-obra. Enquanto isso, a empresa fica responsável pelo fornecimento dos pintinhos e da ração. Moço acredita que por causa da parceria será possível dividir o prejuízo.

Catástrofe

“Em 15 anos, trabalhando com criação de frango, nunca vi uma catástrofe como essa antes”, declarou Moço, ainda um pouco assustado com o que ocorreu na noite de terça-feira.

Ele contou que antes de colocar a granja em condições de receber novos pintinhos, será preciso reconstruir as curvas de nível. Para isso, é indispensável que o sol apareça com força suficiente para secar a terra.

Se as curvas não forem reconstruídas, qualquer chuva, por menor que seja, será suficiente para levar mais lama para a granja.

Assim que as curvas de nível forem recuperadas, Moço acredita que dentro de 30 a 40 dias será possível colocar a granja em condições de funcionamento.

A chuva em Bariri começou por volta das 23h30 de terça-feira e só cessou ao amanhecer. Estima-se que tenha chovido em algumas horas quase a metade do volume de água que normalmente cai sobre a cidade no mês de janeiro inteiro.

Alguns locais da cidade ficaram sem energia por mais de três horas. No lago municipal, a água lamacenta invadiu a avenida. Houve queda de árvores e alagamento em outros pontos da cidade.