07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial


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Criticar o propalado plano emer-gencial de recuperação das estradas proposto pelo governo federal parece insanidade. Só parece, pois há vários pontos questionáveis da iniciativa.

É óbvio que trata-se de uma intenção louvável. Reformar as estradas, que mais parecem queijos suíços em razão da quantidade absurda de buracos, sem contar a infra-estrutura deficiente (leia-se acostamentos - quando existem! - precários e placas em petição de miséria), é algo que já deixou de ser necessário para tornar-se questão de vida ou morte. Isso porque colaboraria para reduzir o número de mortes e ajudar a escoar de forma mais decente as riquezas desse País.

Entretanto, não há como negar que o governo federal foi, no mínimo, infeliz em escolher o início de 2006 para deflagrar o plano. E com um agravante: a forma como pretende executá-lo, sem licitações públicas, dá margem a suspeitas. Diferentemente das obras de ficção, a semelhança com a realidade não é mera coincidência, principalmente pelo fato do Executivo ter “eleito” 2006, ano de campanhas eleitorais e eleições, para executar o projeto. Por que fazer isso só agora?

Pior: e por que declarar emergência e dispensar licitações públicas? Evidente que não se discute o caráter emergencial das reformas, mas precisava deixar só para 2006?