Diante da redução de 32 para 20 vagas reservadas às meninas em situação de risco em Bauru (frente à desativação do abrigo do Cevac), o novo Conselho Tutelar empossado ontem demonstrou apoio à instalação da unidade de regime semi-aberto da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) no prédio onde já funcionaram o abrigo para menores do Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal) e a Comunidade União em Amor (Comuna).
As duas entidades, antes situadas num imóvel situado no Jardim Cruzeiro do Sul, foram desativadas por sucessivas falhas administrativas. Agora, parte da estrutura está sendo disponibilizada para a instituição que tiver interesse em desenvolver projeto social. A Febem foi a única a manifestar-se, por enquanto.
“A unidade (semi-aberta) é importante porque é uma etapa que falta na cidade. Além de dificultar o processo de ressocialização (do adolescente), atrapalha outros segmentos porque eles (os meninos) podem ser encaminhados para abrigos, que já estão fechando (diante de dificuldades financeiras)”, reitera Cássia Aparecida Tosim Paley, eleita presidente do “novo” Conselho Tutelar.
Ela e mais quatro conselheiros estarão à frente da entidade nos próximos três anos. “A nossa expectativa é de muito trabalho. Vamos ver os processos para elaborar um plano de ação”, informa. Além de tomar posse ontem, o grupo recebeu das mãos do prefeito Tuga Angerami (PDT) os documentos e as chaves de um veículo novo que estará à disposição do conselho.
A dificuldade de locomoção enfrentada pelas conselheiras cessantes foi enfaticamente lembrada pelo chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli. Mas as perspectivas são melhores para 2006. Além do automóvel, outras novidades foram anunciadas durante a solenidade, como a transferência da entidade para outro prédio, cedido pela Justiça do Trabalho.
A transferência para o novo imóvel, situado na esquina das ruas Ezequiel Ramos e Antonio Alves, já teria recebido parecer favorável do Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. O Gabinete, ainda está fazendo acertos para ampliar o número de telefones celulares disponíveis às conselheiras. Atualmente, o órgão dispõe de apenas um.