11 de julho de 2026
Bairros

Rapaz adotado quando bebê em Bauru descobre nome da suposta mãe biológica

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Após ter sua história publicada ontem no Jornal da Cidade, Leandro Moncorvo Soares, o bauruense de 26 anos que mora no Rio de Janeiro e que procura a família biológica, recebeu vários telefonemas de pessoas que deram pistas sobre o que aconteceu. Uma delas foi a própria tia adotiva, a mulher que o entregou, ainda bebê, ao casal que o acolheu. Ela, que agora mora em Salvador, disse ao rapaz que a mãe biológica dele é uma mulher que, no dia 13 de março de 1979, passou por Bauru rumo a São Paulo e acabou dando à luz na cidade, na Maternidade Santa Isabel.

A tia adotiva disse a Soares que tem, inclusive, documentos que comprovariam a versão. O nome da suposta mãe biológica está sendo preservado porque o JC não conseguiu localizá-la. A mulher moraria em São Paulo na época, mas agora ninguém tem pistas dela. A tia, que até então sustentava a versão que a mãe biológica do rapaz havia morrido após o parto, disse a Soares que ficou sabendo da reportagem publicada ontem pelo JC e decidiu contar a verdade.

Pelo telefone, ela relatou ao sobrinho que uma jovem grávida, de 19 anos, estava viajando de ônibus para São Paulo e ao passar por Bauru, começou a ter contrações. Segundo a tia adotiva de Soares, ela foi levada à Maternidade Santa Isabel, onde depois de um parto complicado, teve o bebê. Mesmo antes de ter alta, ela teria dito aos funcionários da maternidade que não teria condições de ficar com a criança, pois já tinha dois filhos pequenos.

A tia de Soares, que trabalhava como enfermeira na unidade de saúde, contou que, assim que a jovem foi liberada pelos médicos, pegou o bebê no colo, se dirigiu ao telefone público instalado no local e ligou para a mãe adotiva do rapaz, que há tempos havia manifestado interesse em adotar uma criança.

A enfermeira ainda teria permanecido com o menino dois dias até que os pais adotivos de Soares chegassem a Bauru. Para confirmar o que contou ontem, a tia afirmou ao sobrinho adotivo que guardou cópia de todos os documentos que comprovariam a história. Ela também forneceu a Soares o nome da completo da jovem e seu possível paradeiro: a cidade de São Paulo, para onde teria ido após o parto.

Com as informações dadas pela tia adotiva, Soares já começou a pesquisar o paradeiro da mãe biológica. “Agora que eu sei da verdade, vou começar a procurá-la. Fiquei muito feliz de saber que ela não morreu no parto como me disseram e que ainda pode estar viva. E eu vou encontrá-la, se Deus quiser!”, garante.