08 de julho de 2026
Articulistas

Projetos para 2006


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Além das tradicionais festas, confraternizações e comemorações referentes às conquistas do ano, toda virada de ano planejamos pequenas ou grandes ações para o futuro. Essas têm como objetivo atender as necessidades legítimas do ser humano ou simplesmente saciar desejos que, mesmo não sendo vitais, causam frustração e tristeza se não satisfeitos. Assim, alguns projetos que estavam engavetados, surgem com renovado vigor em nossa mente: aquele curso que nosso chefe, de vez em quando, cobra a realização; a leitura do livro que adquirimos no último congresso e que a procrastinamos ao longo do ano; as aulas na academia de ginástica, poupar parte do salário, trocar o carro ou o apartamento, adquirir uma TV de plasma...

Independente da formação social e cultural, todos fazem votos. Mesmo que o ano que findou tenha sido produtivo e significativo, temos a necessidade de acreditar que algo bom nos aguarda no futuro próximo. Precisamos ter essa esperança, pois ela nos alimenta e nos induz a continuar colocando um pé diante do outro. “A atitude da esperança é plena de propósito e direção. A ação da esperança nos faz continuar caminhando”, diz Arthur P. Ciaramicoli e Katherine Ketcham no livro O Poder da Empatia. Crer que o amanhã será promissor potencializa nossas habilidades e talentos, impulsionando-nos à realização dos nossos projetos, alimenta nossa mente de expectativas e turbina nossas emoções.

No entanto, em nossa lista de ações para o próximo ano, devemos destacar as relações interpessoais. É nelas que devemos investir nosso maior tempo e atenção, buscando sempre oportunidades de promovê-las e enriquecê-las. Um ambiente familiar ou empresarial onde impera a cordialidade, gentileza, respeito, sinceridade e honestidade possibilita aos seus componentes mais alegria, liberdade e autonomia.

A construção de relações sociais mais ricas, autênticas e afetivas é responsabilidade de todos seus integrantes. No entanto, a liderança exerce um papel fundamental nesse processo. Tanto que, James C. Hunter no brilhante livro O Monge e o Executivo a define como “a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir os objetivos identificados como sendo para o bem comum”.

Assim como o maestro que ao reger uma orquestra pode extrair lindas melodias quanto maior o entrosamento e conhecimento das habilidades dos seus músicos, da mesma maneira o líder, ao promover e incentivar relações interpessoais com qualidade, impulsiona seus liderados a dar o melhor de si em suas realizações, superando limitações, vencendo desafios, gerando um sentimento positivo de auto-realização, satisfação e valorização. Foco no resultado ou no processo? Certamente, metas são necessárias, pois norteiam a equipe. No entanto, é vital alcançá-las num ambiente acolhedor, composto por pessoas felizes, participativas, cooperativas e solidárias. Portanto, não se esqueça: em 2006, cultive relações humanas com qualidade.

O autor, Clóvis Roberto Benedetti Lourenço, é educador