08 de julho de 2026
Bairros

Favela é termo abominado

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 1 min

Mesmo residindo em locais onde, em muitos casos, faltam serviços básicos, como iluminação pública, galerias para escoamento de água, transporte e segurança, a maioria da moradores das favelas ou de bairros carentes afirma seu orgulho pela região em que mora. “Gosto daqui. Faltam algumas coisas, mas não é favela. A maioria da pessoas trabalha, mas tem alguns ‘a toa’ que fazem a má fama do bairro”, afirma Cleonice Aparecida Lobo, moradora do Jardim TV.

Para a secretária municipal do Bem-Estar Social (Sebes), Egli Muniz, a casa ou o próprio bairro representam o porto seguro de uma pessoa, que, acostumada àquele universo, sente-se amparada pela comunidade que a circunda. “Em qualquer circunstância, e no caso de favelas não é diferente, as pessoas se habituam a uma rotina, aos vizinhos, há um grande apego emocional”, explica.

A ex-vereadora Catarina Carvalho, que acompanhou toda a elaboração e construção do Núcleo Habitacional Fortunato Rocha Lima e presenciou a relutância de moradores para deixar seus barracos e aceitar transferência para o núcleo, acredita que toda situação de mudança traz insegurança. “As pessoas iam melhorar de vida. Iam de barracos para casas de alvenaria, para um local com infra-estrutura, mas essas situações transformam a vida de uma pessoa por completo, e muitas não estão preparadas para aceitar essas mudanças”, diz.