São Paulo - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), pretende fazer um balanço da convocação extraordinária no dia 15 de fevereiro, após o período de trabalho da Casa. “Nesse dia, estarei pronto para fazer um balanço e prestar contas à população. De minha parte, farei todo o possível para que os trabalhos nesse período produzam bons resultados”, garantiu.
Na última terça-feira, ele afirmou que não se arrependeu de ter convocado a Câmara. O presidente da Câmara classificou como “atrasadas” as críticas feitas pelo senador César Borges (PFL-BA) à convocação. “A decisão atendeu à necessidade de funcionamento das comissões parlamentares de inquérito, do Conselho de Ética e da Comissão Mista de Orçamento.
A comissão mista, por exemplo, até o final do ano passado ainda não havia votado o orçamento de 2006 e créditos orçamentários relativos a 2005.” Notas nas urnas Aldo não quis dar uma nota aos trabalhos que estão sendo realizados no período da convocação. “Não sou professor dos deputados. Os eleitores é que darão notas a todos os que forem candidatos a cargos eletivos neste ano”, afirmou. “Se conseguirmos votar matérias importantes e dar continuidade aos trabalhos das CPIs e do Conselho de Ética, poderemos dizer que o resultado foi positivo.”
O deputado afirmou ainda que que não cabe a ele julgar o trabalho do Conselho de Ética, pelo fato de se tratar de um órgão autônomo. Aldo lembrou ainda que a própria imprensa havia defendido a convocação. “A imprensa e os cidadãos têm o direito de fazer críticas, mas é preciso avaliar com base nos fatos, e uma análise mais correta só poderá acontecer no final da convocação”, argumentou.
Redução do recesso
Segundo ele, entre as prioridades nas votações do plenário a partir do próximo dia 15 estarão os projetos que estabelecem a redução do recesso parlamentar e o fim dos pagamentos adicionais aos deputados durante as convocações extraordinárias. Sobre a decisão de alguns parlamentares de devolverem o pagamento pela convocação, ele disse que não pode julgar questões de consciência dos deputados. “Essa é uma decisão de cada um”, afirmou.