10 de julho de 2026
Internacional

Médicos vão tentar despertar o premiê israelense ainda hoje

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Israel - A equipe médica responsável por Ariel Sharon começará hoje a reduzir a anestesia que colocou o primeiro-ministro israelense em coma induzido, após o derrame maciço que o deixou à beira da morte na última quarta-feira. Após a realização de mais uma tomografia, os médicos concluíram ontem que o estado de saúde de Sharon, 77, apresentou pequena melhora, mas continua crítico. Ele começa a ser despertado hoje, mas suas chances de voltar ao cargo são ínfimas.

Enquanto o país acompanha em suspense a evolução do quadro, com apresentadores de TV usando cérebros de plástico para especular sobre danos sofridos, e infinidade de especialistas opinando a todo momento, jornalistas de todo o mundo se aglomeram no hospital Hadassa, em Jerusalém.

O último boletim, divulgado ontem, indica ligeira melhora na situação. “Seu estado ainda é crítico, mas estável, e há melhora da imagem da tomografia de seu cérebro”, disse o diretor do hospital, Shlomo Mor Yossef. Os sinais positivos são a pressão intracraniana, a tensão arterial e o pulso nos níveis normais, assim como sua temperatura.

No entanto, somente quando Sharon despertar do coma poderão ser avaliados as seqüelas do derrame. “É o que estamos esperando desde quarta-feira, saber como o cérebro dele está funcionando. Espero poder informar-lhes sobre isso hoje”, disse Mor Yossef.

“Se não houver reação (quando ele sair do coma), isso será uma má notícia.” Tudo indica que Sharon não terá capacidade de retomar a carreira política. Depois de demonstrar otimismo anteontem, ao dizer que Sharon tinha boas chances de sobreviver, ontem o médico argentino José Cohen, da equipe que operou o premiê, foi enfático: “Ele não voltará a ser primeiro-ministro, mas talvez seja capaz de compreender e falar.”

Ao abrir a reunião semanal do gabinete, o premiê interino, Ehud Olmert, afirmou que o governo continua funcionando normalmente. “A democracia em Israel é forte, e suas instituições funcionam seriamente”, disse. Olmert é o favorito para suceder Sharon na liderança do Kadima, partido recém-criado que reúne dissidentes dos dois principais partidos de Israel, o Trabalhista e o Likud, e que encabeça as pesquisas para a eleição de março.