10 de julho de 2026
Política

Sinserm atua contra desapropriação

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) vai entrar com representação junto ao Ministério Público (MP) para apurar os valores da desapropriação, por parte da prefeitura, dos lotes localizados no Jardim Yvone, pertencentes à empresa João Parreira - Operações Imobiliárias, que tem como sócio o vereador João Parreira de Miranda (PSDB).

De acordo com a diretora do sindicato Idelma Cristina de Alcântara Corral, o Sinserm decidiu entrar com a representação após publicação de reportagem no Jornal da Cidade, em 29 de dezembro, onde foram divulgados os possíveis valores que a prefeitura teria de pagar pela desapropriação. “Chamou nossa atenção os valores que podem ser pagos, por isso nós decidimos entrar com a representação para que seja investigado e fique mais transparente para a população”, disse. Na reportagem, o vereador disse que o valor de cada lote era R$ 3 mil.

A sindicalista afirma que é fundamental a entrada do MP neste caso, para deixar claro que não há nenhuma ilegalidade nas desapropriações. “Quando se mexe com dinheiro público é preciso ter muito cuidado”, salientou.

Segundo Corral, a representação está em fase de elaboração, através do consultor jurídico do Sinserm, Sandro Fernandes. Ela ressalta que o objetivo maior não é questionar por questionar, mas tornar o processo transparente. “O que chama a atenção são os valores. Nós queremos saber exatamente quanto vale. É uma questão de esclarecimento”, frisou. A diretora do Sinserm observou que ficando tudo esclarecido não haverá problemas. “Nós estamos trabalhando para contribuir com a população, ficando tudo esclarecido, se for isso mesmo, ótimo”, declarou.

Sem revanchismo

A diretora do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) Idelma Corral negou que a representação junto ao Ministério Público, para investigar a desapropriação dos lotes da empresa de João Parreira, seja uma represália pelas declarações do vereador, na sessão extraordinária de 22 de dezembro do ano passado.

Na ocasião, Parreira disse, na tribuna da Câmara Municipal, que o Sinserm não tinha feito nada para ajudar os servidores de apoio da Educação a receber o abono referente aos resíduos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). “Essa é uma outra representação. O vereador vai ter que provar o que falou”, disse Corral.

Segundo ela, no mesmo dia o sindicato avisou que iria interpelar judicialmente o vereador para que ele apresentasse provas que comprovassem suas declarações. “O Parreira não podia, em momento algum, falar aquilo que ele falou, porque nós temos como provar que o sindicato atuou muito para que os profissionais de apoio recebessem o abono, assim como os professores”, declarou. “Não é revanchismo, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra”, concluiu