09 de julho de 2026
Nacional

Fruet procura informações sobre outra conta de Duda Mendonça

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Curitiba - A CPI dos Correios vai formalizar hoje ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República um pedido de informações sobre a segunda conta bancária no Exterior relacionada ao publicitário Duda Mendonça. “Essa história é relevante e a CPI não sabia de nada”, disse o sub-relator de movimentação financeira da comissão, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

“Uma das restrições alegadas para não se liberar os documentos da conta Dusseldorf à CPI foi o risco de vazamento de informações sigilosas. A ironia é ler o assunto (na imprensa) sem que a CPI tivesse o mínimo de informação sobre ele”, afirmou Fruet. Segundo o deputado, o pedido formal não tem necessidade de aprovação por todos da CPI. “Vamos fazer diretamente.”

A revista “Veja” desta semana trouxe reportagem sobre o bloqueio de uma nova conta no exterior relacionada ao marqueteiro da campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Segundo a reportagem, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos bloqueou temporariamente a conta em um banco supostamente de Miami, quando a filha de Duda, Eduarda, também publicitária, tentou fazer um saque.

“Por um lado, essa conta pode ser mais um problema (de ordem fiscal) para Duda, mas também pode nos fornecer novas pistas da origem do valerioduto. Precisamos ver se a origem do dinheiro é a mesma e se foram os mesmos doleiros e os mesmos operadores da conta Düsseldorf, ou se é dinheiro de outra campanha”, disse Fruet.

Em um dos depoimentos mais reveladores da CPI dos Correios, em agosto do ano passado, Duda Mendonça disse ter aberto a conta Düsseldorf por orientação do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para receber R$ 10,5 milhões como pagamento da campanha de Lula. O depósito foi feito via valerioduto e o presidente não teria sido envolvido.

Duda disse ainda no depoimento que não tinha mais nenhuma conta no Exterior nem movimentava dinheiro fora da offshore Dusseldorf. O Ministério Público Federal e o Ministério da Justiça conseguiram cópias da movimentação da Düsseldorf com autoridades americanas. Os integrantes da CPI, segundo Fruet, não tiveram acesso aos documentos sob a alegação de risco de vazamento.