08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Em nome de Deus


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Através da história, muito se tem feito em nome de Deus, desde a destruição da história até a mortalidade de milhares de pessoas em sangrentas “Guerras Santas”.

No período medieval, com o surgimento do Islã, a grande biblioteca de Alexandria no Egito foi destruída juntamente com o conhecimento de milênios em nome de Deus, nos primórdios da igreja Cristã recém-convertidos destroem uma grande quantidade de livros que, se tivessem sido conservados, trariam mais conhecimento ao mundo, mas foram destruídos "em nome de Deus". Desde da Idade Média, cristãos e muçulmanos se matam em nome de Deus, como se Deus se agradasse com tanto derramamento de sangue. Até dentro do próprio cristianismo vemos grande derramamento de sangue por acharem que estavam realizando a tal vontade de Deus. Católicos e protestantes na Irlanda do Norte sempre se enfrentaram em nome de Deus. No tocante ao que se diz ao Senhor Jeová, tudo é válido até negar a doação de sangue a um familiar (caso das testemunhas de Jeová), como dizia Hernan Cortez: “Os fins justificam os meios”. Guerras religiosas são uma constante no Oriente Médio, homens e mulheres se matam a cada minuto em nome da religião. Vidas são destruídas por mentes doentias amarrados nas teias do fanatismo religioso em nome de um Deus iracundo e implacável que, ao invés de trazer amor, traz ódio e destruição.

Ditadores sanguinários, que fazem de seus países grandes feudos, utilizam-se da religião para iludir o povo e promover derramamento de sangue, impondo grande sofrimento ao povo.

Os atentados terroristas são profundamente marcados de profunda conotação religiosa. Certos países islâmicos tornaram-se inseguros para o turista ocidental, nem para trabalhar não se tem segurança, temos o exemplo do brasileiro João Vasconcelos Jr. desapareceu no Iraque e até hoje não se tem notícia dele.

Acredito na religião como a união de Deus com os homens, numa religião que difunda o amor e a concórdia entre os homens. Faz-me lembrar dos excessos cristãos no tempo das cruzadas, os quais são repetidos pelos muçulmanos nos dias atuais, terroristas que almejam o paraíso matam pessoas inocentes.

O 11 de setembro de 2001 mostrou-nos a face mais cruel do Islamismo, milhares de pessoas morreram no World Trade Center e os passageiros dos aviões juntamente com as respectivas tripulações foram mortos por causa de um fanatismo religioso sem limites.

Se não repensarmos nosso modo de encararmos nossa religiosidade poderemos provocar um conflito de proporções mundiais causando a destruição da humanidade e do Planeta Terra. Eu acho que esse ano que se inicia devemos pensar melhor nossos conceitos religiosos e criar um mundo melhor para nossos filhos.

Valdir Roberto Gonçalves Mucheroni - RG 20.496.557-3